Fábia Oliveira

Arlindinho reflete sobre 1º Carnaval sem o pai Arlindo Cruz

Em bate-papo com a coluna, o cantor falou sobre legado, saudade e renovação do samba

atualizado

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1 de 1 arlindinho-reflete-sobre-primeiro-carnaval-sem-o-pai-arlindo-cruz - Foto: Reprodução/Redes sociais.

Arlindinho abriu o coração em um bate-papo especial com a coluna nesse domingo de carnaval (15/2), e falou sobre memória, legado e renovação do samba.

O cantor lançou o audiovisual Minha Vida é um Enredo, projeto em que revisita sambas que marcaram época e atravessam sua trajetória pessoal e artística.

Filho de Arlindo Cruz, que morreu no ano passado aos 66 anos após complicações de um AVC sofrido em 2017, o artista reflete sobre como a ausência do pai impacta este Carnaval, o primeiro vivido após a perda.

Na conversa, ele também aborda o cuidado com o repertório herdado dentro de casa, a responsabilidade de levar dois sambas autorais para a avenida em 2026 e o momento especial que vive ao lado de Erika Januza.

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A seguir, a íntegra da entrevista:

Minha Vida é um Enredo revisita sambas-enredos que marcaram época. Como foi escolher esse repertório e transformar essa memória afetiva em audiovisual?

“Escolher sempre é difícil, porque um samba é como um filho para o compositor. Sendo assim me apeguei a alguns detalhes e momentos para fazer a seleção mesmo deixando de fora alguns sambas meus e do meu pai dos quais eu também gosto muito.”

O projeto também dialoga diretamente com o legado de Arlindo Cruz. Em que momentos você sente esse legado mais presente nas suas escolhas hoje?

“Acho que a parte do cuidado com as escolhas. Meu pai era muito carinhoso com o repertório sempre e procuro trazer isso comigo.”

Seu relacionamento com Erika Januza tem sido acompanhado com carinho pelo público. Essa fase pessoal influencia de alguma forma sua criação artística?

“Erika é uma pessoa muito especial e sem duvidas estou vivendo um grande momento com ela. E não há dúvidas de que quando o coração está bem, tudo flui de forma mais positiva.”

Carnaval é o fio condutor do projeto e da sua trajetória. O que essa festa representa para você em 2026, num momento de renovação do samba-enredo?

“O carnaval sempre foi minha festa favorita. Sou filho de um compositor com uma porta-bandeira. Esse carnaval é diferente por ser o primeiro após a partida do meu pai e também por ter dois sambas importantes com a minha assinatura e de meus parceiros passando pela avenida.”

Além desse audiovisual, que outros caminhos você gostaria de explorar para manter o samba dialogando com novas gerações?

“Eu sempre canto sambas de enredo nos meus shows. E acredito que a melhor forma de manter o gênero se renovando é seguir cantando e divulgando nas mídias.”

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