Fábia Oliveira

Após Gominho ser roubado, especialistas falam sobre cuidados digitais

O apresentador revelou que teve sua conta esvaziada após criminosos acessarem seu aplicativo bancário. Advogadas explicam o que fazer

atualizado

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Após assalto de Gominho, especialistas falam sobre cuidados digitais - Metrópoles
1 de 1 Após assalto de Gominho, especialistas falam sobre cuidados digitais - Metrópoles - Foto: Instagram/Reprodução

Gominho passou por um verdadeiro sufoco, na semana passada, após ter seu telefone roubado e ser vítima de um golpe bancário. O apresentador viu criminosos invadirem sua conta e esvaziarem todo o saldo, além de realizarem empréstimos em seu nome. Nas redes sociais, ele disse estar “sem um real” a fraude.

De acordo com o relato do artista, o gerente do banco pediu para que ele fosse até a polícia para registrar um boletim de ocorrência: “Fizeram um empréstimo e mandaram para uma tal de Emily, Vitória, uma tal de Tarsiane. Eles pegaram da minha conta física, mandaram para minha conta jurídica”, detalhou.

Nas redes sociais, ele tem informado aos seguidores sobre o episódio: “E muita gente me perguntando assim: ‘Nossa, mas você está tão calmo, né? Pegaram o seu dinheiro todo. Que nem era muito’. Mas assim, eu sei que estou sem dinheiro, que deu m*, mas, não vou ficar me desesperando, não”, garantiu.

O que fazer?

A coluna Fábia Oliveira conversou com especialistas, que deram orientações sobre o que fazer, caso seja vítima assim como Gominho. Segundo a advogada Cátia Vita, especialista em direito bancário, o primeiro passo é não perder tempo.

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Após ser vítima de furto, Gominho desabafa sobre perda de Preta Gil
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Após ser vítima de furto, Gominho desabafa sobre perda de Preta Gil

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Gominho dando entrevista no Cemitério e Crematório da Penitência
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Gominho dando entrevista no Cemitério e Crematório da Penitência

“Quando a conta é invadida, o primeiro passo é agir rápido: comunique imediatamente o banco, bloqueie senhas e cartões, registre um boletim de ocorrência e solicite o bloqueio das operações suspeitas”, orientou.

Segundo ela, também é importante acionar o Banco Central, por meio do sistema Registrato, e guardar todos os comprovantes: “Essa agilidade é fundamental para aumentar as chances de recuperação dos valores e responsabilização da instituição financeira”, acrescentou.

Direito da vítima

A especialista ressaltou, ainda, que em casos de fraude comprovada, o consumidor tem direito à devolução do dinheiro: “A responsabilidade pela segurança da conta é do banco. Havendo fraude, o consumidor tem direito à restituição dos valores, já que se trata de falha na prestação do serviço”, garantiu, antes de completar:

“Empréstimos não autorizados também devem ser cancelados. Caso o banco não resolva o problema de forma administrativa, é possível recorrer ao Judiciário para exigir a devolução integral do dinheiro e até mesmo indenização por danos morais”, explicou Cátia Vita.

Mais detalhes do caso

Gominho também revelou ter ficado intrigado com a facilidade na qual criminosos invadiram sua conta: “Eu questionei com o meu gerente como eles conseguiram tudo isso. Se tem senha, se tem Face ID…”, pontuou.

A advogada Ana Rios, especialista em direito cibernético e diretora jurídica da IPV7, destacou que, apesar dos bancos investirem fortemente em segurança, nenhum sistema é infalível.

“Nenhum sistema digital é absolutamente inviolável, ainda que as instituições financeiras invistam em tecnologias avançadas de proteção. A maior parte dos ataques hoje combina falhas técnicas com estratégias de engenharia social, em que o criminoso manipula a vítima para obter acesso a dados sigilosos”, observou.

Segundo ela, a responsabilidade do banco depende da origem da falha: “Quando o golpe decorre de uma deficiência técnica ou de falhas nos controles internos, há defeito na prestação do serviço, o que atrai a responsabilidade objetiva do banco, conforme o Código de Defesa do Consumidor e a Súmula 479 do STJ”, esclareceu, ressaltando que em situações nas quais o cliente compartilha senhas ou fornece dados sigilosos, a responsabilidade pode ser parcial ou exclusiva da vítima.

Proteção dos dados

Em relação à proteção das contas em dispositivos digitais, Ana Rios reforçou que a segurança começa pelo comportamento do usuário: “Usar apenas aplicativos oficiais, manter o celular e o app atualizados, ativar a autenticação em dois fatores e nunca clicar em links recebidos por mensagens ou e-mails são atitudes básicas, mas decisivas”, orientou.

A advogada lembrou também que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impõe às empresas o dever de proteger informações, mas também exige responsabilidade dos usuários: “A tecnologia é segura, mas o fator humano ainda é o elo mais vulnerável”, complementou.

Papel da Inteligência Artificial nos golpes

A especialista também comentou o papel crescente da Inteligência Artificial (IA) nos golpes digitais: “A IA é uma ferramenta ambivalente: pode fortalecer os mecanismos de proteção, mas também ser usada por criminosos para criar deepfakes de voz e imagem ou automatizar golpes de phishing”, analisou.

Segundo ela, os bancos e órgãos de investigação utilizam a IA de forma legítima para detectar anomalias e bloquear operações suspeitas: “Vivemos uma disputa tecnológica: a IA é usada tanto para criar golpes mais sofisticados quanto para combatê-los. O desafio é equilibrar inovação, segurança e responsabilidade jurídica”, concluiu.

Para evitar cair em golpes, Cátia Vita orienta que o consumidor adote medidas preventivas no dia a dia: “Alguns cuidados são essenciais: nunca compartilhar senhas ou códigos de segurança, evitar acessar aplicativos bancários em redes Wi-Fi públicas, habilitar autenticação em dois fatores e revisar periodicamente as movimentações da conta. Hoje, os golpistas utilizam engenharia social, então a prevenção começa na atenção do consumidor”, alertou.

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