Anaju Dorigon opina sobre influencers nas novelas: “Atuar exige preparo”
A atriz Anaju Dorigon, que está no ar em A Nobreza Do Amor e na novela vertical Icônica: de Faxineira à Fashionista, conversou com a coluna

A atriz Anaju Dorigon vive um momento intenso na carreira. Além de dar vida à personagem Eugênia em A Nobreza Do Amor, novela das 18h da TV Globo, ela também aparece como a vilã Pietra em Icônica: de Faxineira à Fashionista, novelinha vertical do Globoplay.
A famosa conversou com a coluna Fabia Oliveira e falou sobre os desafios de cada um dos trabalhos e das diferenças entre as novelas tradicionais e as tramas criadas para os celulares. A atriz também abriu o coração sobre a presença de influenciadores nos folhetins e o futuro do formato na televisão.

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Anaju Dorigon começou na carreira como modelo. Logo, porém, deixou as passarelas para entrar nos sets de gravação. A estreia na televisão foi em 2014 na novela Malhação: Sonhos, quando viveu a vilã Jade. Depois, ela ainda participou de Orgulho e Paixão (2018) e Órfãos da Terra (2019).
Ela retornou à televisão em A Nobreza do Amor, após ficar sete anos se dedicando a outros projetos. “A moda foi uma porta muito importante para mim e me ensinou muito sobre disciplina, presença e também sobre consciência corporal, mas a atuação sempre despertou uma curiosidade muito grande em mim”, disse. “E a Eugênia me trouxe a possibilidade de voltar para as novelas. Foi um grande presente do Gustavo Fernandez, da Duca Rachid e de toda a nossa equipe.”
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesTrabalho e preparo
Na conversa com a coluna, Anaju Dorigon também se pronunciou sobre a polêmica envolvendo a presença de influenciadores em novelas. Segundo ela, é preciso olhar esse tipo de discussão com cuidado e equilíbrio. “Cada projeto tem suas necessidades e existem pessoas que vêm das redes sociais e descobrem uma vocação muito verdadeira para a atuação”, apontou.
“Ao mesmo tempo, atuar exige preparo, estudo e prática, assim como qualquer outra profissão. Não é apenas escalar alguém com seguidores e jogar numa novela sem nenhum tipo de preparo”, reconheceu.
Além de A Nobreza do Amor, Anaju também é a vilã de Icônica: de Faxineira à Fashionista, do Globoplay, e se divertiu fazendo um papel tão diferente. “Acho que as vilãs são muito divertidas justamente porque podemos explorar lados que talvez não apareçam em outros personagens. Ela é diferente de tudo que eu já fiz”, afirmou.
Confira o bate-papo completo:
Como foi a transição das passarelas para a televisão? Ser atriz sempre foi seu objetivo?
A moda foi uma porta muito importante para mim e me ensinou muito sobre disciplina, presença e também sobre consciência corporal, como me comunicar sem necessariamente usar as palavras. Mas a atuação sempre despertou uma curiosidade muito grande em mim. Hoje percebo que desde pequena era algo que fazia parte de mim, da minha essência, dos meus desejos e dos meus sonhos. É uma profissão que atravessa o outro, que levanta discussões, que traz conforto e reflexões. Além disso, ela me permite experimentar outras vidas, outras perspectivas e, ao mesmo tempo, me conhecer mais. A transição aconteceu de forma muito natural.
Você já participou de outras novelas na Globo. O que te chamou a atenção em A Nobreza do Amor?
Foi uma sucessão de fatores: a equipe com quem eu já havia tido o prazer de trabalhar e que admiro, a belíssima e potente escrita dos autores e a possibilidade de viver uma personagem diferente do que eu já tinha feito. A novela tem uma dinâmica muito particular, sensível e ao mesmo tempo lúdica – e a Eugênia me trouxe a possibilidade de voltar para as novelas depois de um período longe me dedicando para outros projetos. Foi um grande presente do Gustavo Fernandez, da Duca Rachid e de toda a nossa equipe.
Na novela, aliás, você também participa de um concurso de beleza. Sua experiência anterior ajudou nesse processo?
Com certeza! Foi muito especial revisitar esse universo depois de tantos anos. A experiência com concursos e com a moda me deu uma familiaridade com aquele universo e é sempre muito interessante poder emprestar nossas vivências para nossas personagens.
Você também está em sua primeira novela vertical. O que acha desse formato de produção? É muito diferente de uma novela normal?
É bastante diferente: o ritmo, os arcos dramáticos, os jogos de cena. Tudo é muito mais ágil, funcionando em velocidades e intensidades diferentes daquelas que estamos acostumados nas novelas horizontais. É um exercício interessante para o ator pois exige que nos adaptemos à um formato totalmente novo. Ao mesmo tempo, continuo enxergando a essência da dramaturgia, que é contar uma boa história e fazer o público se envolver com aqueles personagens.
Na novelinha, você vive uma vilã… Como tem sido essa experiência?
Eu adorei. Acho que as vilãs são muito divertidas justamente porque podemos explorar lados que talvez não apareçam em outros personagens. A Pietra tem ambição, vaidade e uma necessidade muito grande de manter o controle. E ela é diferente de tudo que eu já fiz. Justamente pelo formato de linguagem da novela vertical, você acaba por experienciar a personagem de uma maneira muito distinta. Foi maravilhoso poder aprender e exercer o nosso ofício dentro de um novo formato.
Muitos atores, hoje em dia, reclamam da escalação de influencers em novelas. O que você pensa sobre o assunto?
Acho que é um assunto que precisa ser olhado com bastante equilíbrio. Cada projeto tem suas necessidades e existem pessoas que vêm das redes sociais e descobrem uma vocação muito verdadeira para a atuação. Antigamente isso era comum com modelos. Ao mesmo tempo, atuar exige preparo, estudo e prática, assim como qualquer outra profissão. Não é apenas escalar alguém com seguidores e jogar numa novela sem nenhum tipo de preparo. Eu acredito muito na formação e no respeito ao trabalho do ator. O importante é que cada pessoa esteja preparada para o lugar que ocupa e que a escalação aconteça pensando na história e no personagem.
Mesmo com as novas tecnologias, as novelas continuam gerando debate e audiência. Por que você acha que o formato segue tão relevante?
Porque, no fim das contas, somos humanos, carecemos de histórias, de criatividade e de arte. A tecnologia muda a forma como consumimos conteúdo, mas a nossa necessidade de se emocionar, se identificar, torcer por alguém ou discutir uma história continua a mesma. A novela tem essa capacidade de acompanhar a vida das pessoas por um período mais longo e criar uma relação muito íntima com o público. Talvez o formato esteja recebendo novas modalidades e se transformando, mas a essência de contar histórias e criar conexão seguirá sempre viva.

















