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Fábia Oliveira

Ana Castela quer mudar o nariz: entenda a correção da "giba nasal"

Recentemente, a cantora comentou que não pretende colocar silicone e revelou que gostaria de mexer no nariz, que a incomoda bastante

30/09/2026 14:02
Instagram/Reprodução
Ana Castela quer mudar o nariz: entenda a correção da "giba nasal" - Metrópoles

Nas redes sociais, Ana Castela informou aos seus seguidores sobre possíveis procedimentos estéticos que deseja fazer, ou não. Durante a madrugada desta quarta-feira (30/9), a boiadeira comentou que não pretende colocar silicone e revelou que gostaria de mexer em uma região do corpo que a incomoda bastante: o nariz.

“Mas tem uma coisa que quero muito fazer e já estou vendo, que é tirar esse meu ‘quebra-mola’, que me incomoda um pouco, penso em tirar ele”, disse a cantora, referindo-se a uma saliência no dorso do nariz, conhecida como ‘giba nasal’.

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A declaração levantou uma dúvida comum entre pessoas que desejam mudar apenas uma característica do nariz: é possível corrigir a região sem alterar completamente a aparência do rosto?

A correção

Segundo Valéria Destéfani, cirurgiã plástica, a resposta depende da anatomia de cada paciente e do resultado desejado. No caso da giba nasal, a rinoplastia é o procedimento que permite uma correção estrutural e definitiva da proeminência localizada no dorso do nariz.

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Ana Castela se irrita com previsão de vidente: "Achando que é Deus"
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“Depende do que está causando essa elevação e do resultado que a pessoa deseja alcançar. Quando estamos falando de uma giba nasal, que é essa proeminência no dorso do nariz, a rinoplastia é o procedimento que permite fazer uma correção estrutural, reduzindo ou remodelando essa região de forma definitiva”, explicou.

Outras opções

Existem alternativas não cirúrgicas que podem criar uma camuflagem visual de determinadas irregularidades, como o preenchimento. No entanto, a especialista ressaltou que esse tipo de procedimento não retira a giba nem reduz estruturalmente o nariz.

“A aplicação de preenchedores na região exige avaliação e cautela devido à anatomia vascular do nariz e aos riscos envolvidos. Por isso, a decisão não deve ser tomada apenas a partir da característica que incomoda o paciente. A avaliação precisa considerar a anatomia nasal, as proporções do rosto e as expectativas em relação ao resultado”, orientou.

Intervenção pontual

A possibilidade de fazer uma intervenção mais pontual também existe. De acordo com a cirurgiã plástica, a rinoplastia não precisa necessariamente transformar completamente o nariz. É possível planejar uma cirurgia direcionada à correção de uma característica específica, como a giba nasal, preservando outras estruturas e buscando manter a identidade facial.

“O planejamento deve levar em consideração a proporção entre o nariz e o restante do rosto, além de características como espessura da pele, formato da ponta, largura nasal e perfil facial. O objetivo de uma rinoplastia bem planejada é que o resultado seja harmonioso e proporcional, e não que o nariz pareça ‘feito’”, afirmou.

Mesmo quando a queixa é pontual, a especialista alerta que o nariz ocupa uma posição central no rosto e qualquer alteração pode interferir na harmonia facial: “O planejamento deve considerar o conjunto, e não apenas a região que o paciente deseja modificar”, ressaltou.

Avaliação individual

Fernando Molina, cirurgião otorrinolaringologista especialista em função e estética nasal, comentou que a presença de uma giba, por si só, não representa uma indicação para rinoplastia.

“A decisão depende de uma avaliação individual, que considere tanto as proporções do rosto quanto a função respiratória e o incômodo relatado pelo próprio paciente. Pelas imagens da Ana Castela, é possível perceber uma pequena projeção no dorso nasal, mas eu não diria que ela precisa operar“, analisou ele, antes de completar:

“Não existe indicação de rinoplastia simplesmente porque há uma giba. Se essa característica realmente incomoda a Ana, o ideal é fazer uma avaliação presencial para entender o que ela gostaria de modificar, analisar as proporções do rosto e também a parte funcional do nariz”, opinou.

Planejamento

Segundo ele, caso a paciente opte pela cirurgia, o planejamento deve buscar uma mudança compatível com suas características naturais. “Eu buscaria uma mudança bastante sutil, preservando as características dela, porque o objetivo não deve ser criar um nariz padronizado, mas alcançar equilíbrio entre estética, identidade e função”, pontuou.

Outro ponto destacado por Valéria Destéfani é que o nariz não permanece exatamente igual ao longo da vida. O envelhecimento provoca mudanças na pele, na cartilagem e nos tecidos responsáveis pela sustentação da estrutura nasal, o que pode alterar sua aparência e até algumas características funcionais.

“Quando alguém decide operar uma característica que sempre teve, portanto, não basta identificar o que incomoda. É necessário compreender também o que mudou na percepção do paciente e quais são suas expectativas em relação à cirurgia. Anatomia, proporção facial, respiração, condições clínicas, maturidade e capacidade de compreender o processo de recuperação também
fazem parte da avaliação”, esclareceu.

A cirurgiã complementou que a rinoplastia deve ser uma decisão consciente e individualizada. O fato de uma característica existir há muitos anos não significa, por si só, que exista uma indicação cirúrgica. “É preciso avaliar se a mudança desejada é tecnicamente possível e se há uma expectativa realista em relação ao resultado”, concluiu.