
Fábia OliveiraColunas

Amaral relembra trabalho em funerária: “Meu pai apareceu morto”
O ex-jogador e atleta relembrou uma história impactante envolvendo a morte do pai e seu trabalho em uma funerária
atualizado
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O ex-jogador Amaral abriu o coração sobre a vida muito antes da fama e dos gramados. Com passagens por clubes como Palmeiras, Corinthians, Vasco, Parma, da Itália, além da seleção brasileira, o atleta relembrou uma história impactante envolvendo a morte do pai e seu trabalho em uma funerária.
Em uma conversa com Cosme Rímoli, no programa Cosme Rímoli, na RECORD NEWS, Amaral contou que teve uma infância marcada por dificuldades extremas. Ainda no segundo ano primário, abandonou a escola para trabalhar e ajudar em casa. Foi assim que acabou em uma funerária, cuidando do jardim e maquiando corpos, experiência que se tornaria ainda mais traumática com a morte do próprio pai.
“No segundo ano primário, eu larguei a escola e fui correr atrás de dinheiro. Acabei em uma funerária, cuidando do jardim e maquiando mortos. Um dia meu pai apareceu morto. Foi muito duro. Eu o maquiei, coloquei os crisântemos, o ajeitei, fechei a tampa do caixão e o enterrei. Chorei sozinho”, contou, em um dos momentos da entrevista que vai ao ar neste sábado (7/2).
Curiosamente, o futebol nunca foi um plano de vida. Amaral revelou que a chance de mudar de realidade surgiu quase por acaso, a partir de uma dívida de gratidão que o destino tratou de cruzar em seu caminho.
“O ex-presidente do Palmeiras, Facchina [Carlos Bernardo Facchina Nunes], tinha caminhões de carga. Um deles foi roubado e um primo meu, que era soldado, recuperou o caminhão. E o presidente falou que, se ele precisasse de alguma coisa, era só falar. Ele pediu um teste para mim no Palmeiras. Facchina escreveu uma carta e a minha vida mudou. Sabia que era a chance de sair da pobreza”, relembrou.



