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Versão Activ da Chevrolet Spin deveria ser adotada por todo taxista
A “aventureira” minivan é excelente para a cidade. Tem espaço de sobra (710 litros no porta-malas) e até o tecido dos bancos é adequado
atualizado
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A minivan Spin seguiu a tendência quase obrigatória e também chegou às ruas – e sítios “ali-pertinho” – com apliques plásticos, para-choques diferenciados, faróis estilosos, roda estepe pendurada na porta traseira.
Veio até com pneus de uso misto de 16’’. Estes, por sinal, têm 16’’, contra 15’’ na versão normal, elevando a altura do carro do solo.
Para completar, a GM pôs farol de neblina com moldura em preto brilhante, mudou o para-choque (e pôs um protetor de cárter na cor cinza) e encheu as laterais de adesivos estilizados. E o design originalmente feio ficou até charmosinho com tanta maquiagem.
E por que a sugestão para taxistas? Há razões para se considerar de verdade essa hipótese, mas dois detalhes se destacam: ela tem muito espaço (veja mais comentários abaixo) e é confortável (por ter pneus altos, por exemplo, ou mesmo pela qualidade do tecido dos bancos).
Lembremos: pelo menos em oito de cada 10 táxis de Brasília não cabem três malas e o tecido desgastado e puído dos assentos tiram qualquer um do sério, concordam?
O único, e grave, porém: banco traseiro central não vem com apoio de cabeça – e nem cinto de três pontos para quem senta no meio. taxista só deveria transportar três passageiros
Razões para taxista comprar

1) Consumo. Não é baixo, mas também não é excessivamente alto. Lembrando: o gasto de combustível está relacionado diretamente ao modo de cada um dirigir – e, geralmente, taxista não tem é “pé pesado”. Varia de 7,8km por litro na cidade e 10,5km por litro na estrada, com gasolina. Com etanol, cai para 6 km por litro na cidade e 8,1km por litro na estrada. A GM manteve o motor 1.8 8V bicombustível, capaz de gerar 106cv/108cv (gasolina e etanol, respectivamente).

2) A Spin é líder absoluta no segmento dos monovolumes médios, com algo em torno dos 50%-60% do mercado. A manutenção não costuma ser cara. Só citando um exemplo: aos 60km, a revisão custa R$ 904, divididos em até 4 vezes. E a Chevrolet é muito amigável com frotistas e taxistas (parte de suas vendas é direta, sem intermediação de concessionárias).

3) Tem um porta-malas grande, capaz de caber malas e bolsas de qualquer família de três e quatro integrantes que venham a desembarcar após as festas de fim de ano – principalmente se vir do Nordeste, cheia de souvenires. Sem falar do espaço interno. Ao pôr o estepe grudado na tampa traseira, a GM oferta até lugar para objetos no “chão” do carro.

4) Tecido dos bancos. Volto a fazer referência em função de que ele tem toque agradável e é, digamos assim, compatível com o nosso calor de todo santo dia. E ainda é bonito: preto, com o centro listrado nas cores branco e cinza. E mais: a posição de dirigir elevada é confortável e há sensores de estacionamento disponíveis (pena que não venha com câmera de ré) que ajudam bastante quem passa o dia no trânsito.

5) Os sistemas de navegação, concierge e multimídia – do MyLink ao OnStar – ajudam o condutor. Sim, ainda há taxista que não sabe usar um navegador básico e que recorre a mapas impressos. Para esses, vale reforçar: a tela de 7’’ é sensível ao toque e bem intuitiva. O volante é em couro e leva os comandos de áudio, telefone e controle automático de velocidade.
Ficha técnica
Motor 1.8 Econo Flex LT;
Transmissão manual de 5 velocidades ou automática de 6;
Ar condicionado;
Direção hidráulica;
Tanque com 53 litros;
Freios Dianteiros a disco ventilado.
Preço sugerido (novembro/2016)
R$ 70.390
