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Partiu férias! Mas, antes, saiba como checar os faróis do seu carro
Descubra, por exemplo, como limpá-los e regulá-los. Entenda, ainda, as diferenças entre as lâmpadas halógenas, de xenon e cool blue. E descubra o gasto de energia de cada uma. Falhas resultam em multas
atualizado
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Se você vai pegar a estrada nessas férias de julho, um lembrete: não são apenas freios, óleo e pneus que merecem uma revisão mais detalhada. Com a Lei 13.290/2016 – aquela que obriga o uso do farol baixo durante o dia em rodovias – sua atenção agora com os faróis deve ser bem maior.
E por duas razões básicas: o uso realmente influencia na visão do condutor que vem em sentido contrário e o desrespeito à legislação implica em multa de R$ 85,13 – além de quatro pontos na carteira de habilitação.
Por isso, antes de dirigir por rodovias, o condutor deve providenciar a revisão dos faróis e lanternas do carro – que devem ser trocadas a cada dois anos.
“Buracos e depressões nas cidades e estradas fazem com que os faróis percam a regulagem de fábrica em até três meses. Por isso, recomenda-se fazer uma revisão completa a cada noventa dias”, alerta Alessandro Soldi, vice-presidente do Sincodiv-DF (sindicato dos concessionários e distribuidores de veículos autorizados do Distrito Federal).
As lâmpadas

No mercado nacional existem três tipos básicos de lâmpadas, a principal diferença entre os modelos está no consumo de energia da bateria e intensidade da luz. São elas: Halógena (a coloração é meio amarelada e são as mais comuns de se encontrar no mercado), Xenon (ao entrar em contato com impulsos elétricos vindos de um reator específico, inflama-se produzindo uma luz de alta intensidade), e Cool Blue (possui pintura de tom azulado no bulbo, para tornar a luz mais branca e brilhante).
As diferenças
A escolha deve ser realizada com base no desempenho da lâmpada. Quanto mais branca, melhor é a visibilidade que ela proporciona, garantindo maior segurança ao dirigir. Neste caso, pode-se dizer que a Xenon é que possui a luz mais clara;
São três os tipos de lâmpadas mais comuns: halógenas, de Xenon e as “Cool Blue”. O que as diferenciam? A intensidade da luz, o consumo de energia…
Halógena – Tem um filamento interno feito do metal tungstênio, que emite luz ao receber carga elétrica. A coloração da luz é meio amarelada, e são as lâmpadas mais comuns de se encontrar no mercado.
Xenon – Vem com o gás xenônio em seu interior. Quando este entra em contato com impulsos elétricos vindos de um reator específico, inflama-se e produz uma luz de alta intensidade.
Cool Blue – A lâmpada halógena com uma pintura de tom azulado no bulbo (vidro), para tornar a luz mais branca e mais brilhante.
O consumo de energia
Halógena – 60 a 100 watts
Xenon – 35 watts
Cool Blue – 15 watts
Qual tipo escolher?
Quanto mais branca, vale lembrar, melhor é a visibilidade – e, consequentemente, maior segurança. Neste caso, pode-se dizer que a lâmpada xenon é a que possui a luz mais clara, seguida pela cool blue e por último, a halógena. O consumo de energia também é um fator importante a ser avaliado. Levando-se em conta o consumo, por exemplo, e a segurança oferecida, a xenon é a melhor – e justamente, por esta razão, mais caras.
Escolhida a lâmpada, é fundamental que haja regulagem de foco e altura para o melhor desempenho e segurança.
O sistema elétrico original dos veículos é projetado para suportar lâmpadas de até 60 watts. Caso o número de watts seja superior, será necessária a instalação de um relé auxiliar (dispositivo por meio do qual um circuito é controlado por variações de condições elétricas).
A regulagem
Não esqueça de regular os faróis de acordo com sua utilização, caso contrário você poderá ser multado (não o deixe, por exemplo, que ele “aponte” para o alto quando o carro estiver com muito peso na traseira).
Você mesmo poderá verificar em casa se os faróis estão desregulados. Experimente estacionar o carro de frente para uma parede lisa ou em sua garagem e ligue os faróis dianteiros. A luz emitida deverá estar em linha reta.
Se não estiver, abra o capô, procure os parafusos de ajuste e, com uma chave de fenda, mova as luzes mais para cima ou mais para baixo.
Limpeza e polimento
Fique atento a algum vapor de água. Isso pode significar que o farol tenha sofrido uma pancada e rachado. A aparência embaçada costuma ser resultado da infiltração de água.
O polimento é interessante: as lentes da maioria são feitas de plástico policarbonato (bom índice de transparência e muito resistente a impactos), mas esse produto escurece ao longo do tempo (por conta da exposição aos raios solares). Isso limita a quantidade de luz propagada através das lâminas, e deixa o carro com um aspecto mais “acabado”.
Uma das maneiras de evitar ou ao menos retardar esse processo é com a utilização de um polimento especial para essas lentes, o que é feito em locais especializados ou mesmo em casa. Os cristalizadores clareiam e mantém suas lentes cristalinas por mais tempo, retardando os efeitos malignos dos raios ultravioletas. Há quem acredite que a limpeza do carro com detergentes fortes, comuns em lava-rápido, também prejudica a lente.
Faróis de milha e de neblina: entenda melhor

O farol de milha possui um facho de luz concentrado e é indicado para iluminar a frente do veículo. Deve ser utilizado juntamente com o farol alto do automóvel, potencializando a visibilidade – mas só use em estradas desertas.
Já o farol de neblina, como o próprio nome sugere, é indicado para melhor visualização em caso de neblina. Por possuir um facho de luz baixo, largo e de curta distância, permite iluminar a zona abaixo da neblina. Como a neblina não toca o solo, este tipo de farol deve ser instalado abaixo do pára-choque.
Existem faróis de neblina para a instalação na traseira do veículo, possibilitando que o motorista que segue atrás do carro possa enxergá-lo e assim manter distância. Nunca deixe o farol de neblina ligado sem que haja neblina, pois a luminosidade pode ofuscar a visão dos outros motoristas, causando sérios acidentes.
Fontes: Sincodiv-DF; Carrão Acessórios; Canal da Peça
