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Engates para deixar o carro ‘bonito’ e ‘proteger’ para-choque? É mico!

Conheça os riscos que corre quem usa equipamento não homologado. Estudo do Cesvi mostra que ele pode até afetar a estrutura do veículo

atualizado

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Para que serve mesmo aquele engate tipo bola que milhares de motoristas põem nos seus carros? Obviamente, para auxiliar no transporte de reboques, carretas, baú, trailers… Na era de food truck, então, o que era moda virou praga.

Praga porque, vale ressaltar, grande parte dos condutores instalam o acessório para que ele sirva como “escudo” para batidinhas na traseira. E há ainda quem faça isso por questões estéticas, como se o equipamento fosse algo para ‘tunagem’.

Mas há sérios riscos no uso dele. Na tentativa de desmistificar essa questão, o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) da seguradora Mapfre publicou um pequeno estudo sobre o uso do equipamento.

O superintendente técnico do Cesvi, Emerson Feliciano, lembra que a função do engate é de auxiliar no transporte de alguma coisa – até mesmo outro veículo quebrado em caso de emergência. “Achar que o engate irá ‘proteger’ o carro e evitar danos ao para-choque é um equívoco perigoso, já que a peça pode, inclusive, ser pior em uma batida.”

Em colisões traseiras, dependendo do tipo de impacto, o equipamento pode causar deformações pontuais na capa de para-choque e afetar pontos da estrutura do veículo. E pior: por reduzir a superfície de contato, o engate pode anular o efeito do para-choque, aumentando o impacto da batida para os ocupantes do carro.

O coordenador técnico do Cesvi/Mapfre, Gerson Burin, lembra que o engate traz riscos até para transeuntes. Isso porque, como esse equipamento forma uma protuberância destacada do para-choque, acaba constituindo um obstáculo para pessoas que circulam perto do carro, principalmente em locais onde há pouco espaço.

E mais: um curto-circuito no chicote poderá provocar a queima dos fusíveis de proteção ou até problemas mais sérios, segundo os técnicos do Cesvi. Para piorar, os carros mais novos têm componentes eletrônicos muito sensíveis a variações de carga de energia – e a troca costuma ser bem mais cara.


Dicas

1. Fique atento: se você realmente precisa instalar o engate “bola”, procure por sistemas homologados, de acordo com as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), e compatível com o seu carro. Dessa forma, ele conseguirá transportar toda a carga que precisa sem dor de cabeça e sem levar uma multa e cinco pontos na CNH.

2. Não esqueça: o sistema de engate nunca poderá obstruir visualização da placa do veículo.

3. Procure mão-de-obra especializada. Afinal, já imaginou se houver falha na conexão da instalação elétrica do engate? Até mesmo o sistema elétrico do veículo – que abastece de luzes de faróis ou luzes de sinalização – pode ser afetado.

4. Instale engates desenvolvidos pelo próprio fabricante do veículo, mesmo que sejam mais caros. E jamais aceitar adaptações. Os projetos originais das montadoras levam em consideração capacidade de carga, dimensões, sistemas de engate e elétricos e, dependendo, do porte do equipamento, até mesmo o sistema de acionamento de freio da carreta.

5. Respeite os pontos de fixação descritos no manual do veículo

6. Observe o modelo de cada engate e respeite sua capacidade de carga, que pode variar entre 400 kg e 1.500 kg. Você não pode colocar um engate para 400 kg e puxar 1.500 kg.

7. Olhe vem: o engate deve conter uma placa visível e inviolável fixada a ele com o nome do fabricante, CNPJ e o número de registro do Inmetro.

 

 

 

8. Confira se ele tem uma tomada elétrica instalada e funcionando. Mesmo que você não tenha nenhum tipo de reboque para engatar, a tomada tem que estar funcionando. O engate deve possuir esfera maciça própria para tracionar reboque ou trailer, deve ter uma corrente de segurança, ter a superfície arredondada (não deve apresentar áreas cortantes ou cantos vivos na haste de fixação da esfera) e não deve possuir lâmpadas ou dispositivos de iluminação.

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