
Entre-EixosColunas

Detran, carro elétrico, falta de energia e a CEB
Enquanto eu estava escrevendo este post, sobre carros elétricos, começou a chover e faltou energia no bairro onde estou. Bem, deveria bater um desânimo, não é? E bateu. O tema dessa postagem é sobre o fato de que várias iniciativas para acelerar o uso desse meio de transporte já estão sendo tomadas pelo Brasil – […]
atualizado
Compartilhar notícia

Enquanto eu estava escrevendo este post, sobre carros elétricos, começou a chover e faltou energia no bairro onde estou. Bem, deveria bater um desânimo, não é? E bateu. O tema dessa postagem é sobre o fato de que várias iniciativas para acelerar o uso desse meio de transporte já estão sendo tomadas pelo Brasil – e aqui em Brasília as que preponderam são negativas: caso da apresentada pelo Metrópoles nesta terça-feira (29/9), em que o Detran alugou sem licitação um imóvel por R$ 245 mil mensais para não fazer a inspeção ambiental.
Em São Paulo, já está em vigor a lei que confere benefícios a quem usa veículos movidos por energia elétrica, a hidrogênio ou mesmo os híbridos. Por exemplo: terá crédito de até 50% correspondente ao valor da do IPVA quem comprar um desses. Pelo menos por cinco anos e usando-se uma base de cálculo igual ou inferior a R$ 150 mil.
No Recife, faz sucesso o serviço de Car Sharing com carros 100% elétricos. Qualquer pessoa pode se cadastrar no site do projeto e circular com os veículos do Carro Leve na região central da capital pernambucana. Funciona igual ao das bicicletas, em cinco estações, onde os veículos podem ser pegos e devolvidos.
Poucas opções
No Brasil, elétrico mesmo só o charmoso BMW i3. Custa uns R$ 200 mil, porém. Mas há quatro híbridos, o esportivo BMW i8 (dono de um conjunto híbrido que rende 367cv), o excelente sedã Ford FusionHybrid, o hatch Toyota Prius (foto no alto) e o Lexus CT200. Detalhe: o Prius custa, no Brasil, incluindo o frete, R$ 115,5 mil.

A Abeifa, associação das empresas importadoras, estima que podem ser vendidos até 200 veículos elétricos e híbridos este ano. Os números soam ridículos, não? Talvez por isso, os governos – estaduais, por exemplo – devessem rever alguns conceitos, como isentá-los de ICMS e de IPVA.
Lá fora, mais informações positivas: o governo alemão decidiu que fará qualquer coisa para cortar 40% das emissões de CO2 até 2020. As montadoras, porém, exigem mais incentivos para os carros elétricos – e provavelmente, terão. Há pelo menos 30 carros elétricos genuinamente alemãs.
Iniciativas isoladas
Aqui em Brasília, o que se vê são ações pontuais, isoladas. A Organização das Nações Unidas (ONU), por exemplo, testa dois carros movidos a eletricidade pelas ruas da capital. Ambos foram emprestados pela Itaipu, junto com a empresa portuguesa CEiiA., dentro de um programa chamado Mobilidade Inteligente (Mobi-i).

Os funcionários da ONU vão analisar dados, custos e potencialidades da tecnologia. Para tanto, irão monitor a quantidade de gás carbônico que deixou de ser liberada na atmosfera, os quilômetros (km) percorridos, os recursos financeiros poupados e por aí vai.
O carro elétrico testado em Brasília roda cerca de 120Km com uma única carga, com velocidade máxima de 140 quilômetros por hora.
Salão do elétrico
Ainda em São Paulo, está acontecendo a 11ª edição do Salão Latino Americano de Veículos Elétricos. Marcas importantes, como Fiat, Toyota, Volvo, BMW, Mercedes-Benz e Porsche, estarão presentes.
Mas, ao contrário do que ocorre tradicional, a presença de público é baixa – o que leva a considerar a pouca atenção do consumidor para o produto.
A maior novidade: a nova geração Prius, que chega ao Brasil em dezembro. Além dos BMW e Toyota já citados, estão no evento carros da Kia, com a versão híbrida do sedã Optima. Ele nao virá tão cedo, porém.
Creditos: Tiago Zenero/PNUD Brasil e Divulgação/Montadoras
