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Corolla chega aos 50 anos e ganha controles de estabilidade e tração
Toyota também passa a oferecer versão “esportiva”, a XRS. Preços vão de R$ 91 mil a R$ 115 mil.
atualizado
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Os 192 sedãs Corolla que a Polícia Militar do Distrito Federal acaba de comprar já estão defasados – e principalmente para a atividade policial. É que a Toyota acaba de lançar a linha 2018 do tradicional modelo – e nela foram incluídos controles de estabilidade e de tração.
Esses dois itens de segurança não são imprescindíveis apenas para perseguir bandido (lembram das capotagens quase diárias dos atuais Mitsubishi Parejo da corporação?). São essenciais para o nosso dia a dia. Por isso, o Entre-eixos explica como funcionam e qual a função de ambos (veja abaixo).
E outra boa notícia para o consumidor: o modelo também passa a ter mais airbags (sete, ao todo, e em todas as versões) e até assistente de subida.
Facelift
As demais mudanças no sedã foram adotadas no visual: até o conjunto mecânico (motor e câmbio) foi mantido. Itens que rivais possuem, como sistema de estacionamento semiautomático, ainda não são ofertados nem como opcionais.
O facelift do Corolla tem ênfase na parte dianteira: o conjunto de grade e faróis, por exemplo, ficou mais afiado, digamos assim. Os para-choques ganharam aberturas laterais e mais vincos.
As luzes diurnas de leds, praticamente obrigatórias, chegaram a partir da versão XEi; na traseira, são de leds em todas as versões.
A marca japonesa também resgatou a versão esportiva XRS, com adereços bonitos: spoiler traseiro, saias laterais, ponteira do escapamento cromado, antena no estilo barbatana de tubarão e rodas exclusivas.
Vida a bordo
O interior do Corolla, sempre sóbrio e com materiais de boa qualidade, ganhou uma tela colorida. Fica entre o conta-giros e o velocímetro.
A nova central multimídia com touchscreen LCD de sete polegadas é bonita e funcional – e, como quase todas semelhantes, deixam as marcas dos dedos visíveis.

No mais, perfumaria: saídas laterais do ar-condicionado agora redondas; relógio digital mudando para o console central; etc.
A montadora garante que o isolamento acústico melhorou, a partir da instalação de mais uma camada de borracha e de feltros nas portas e painel. Mas, no pequeno test-drive em trechos de rodovias na periferia paulistana não deu para constatar tal melhora.
A partir da versão XEi, as rodas passam a ter aro 17. Por isso, a suspensão do modelo foi elevada em 5mm para manter o balanço entre conforto e estabilidade – e isso foi garantido.
Motores
Esse item merece uma reflexão. Ao contrário de outras montadoras, a Toyota não entrou na era dos motores de menor cilindrada associados ao turbo: Honda, Volks e outras usam propulsores 1.4 ou 1.5 turbinados em seus sedãs.

Assim, o conjunto mecânico do Corolla continua sendo o 2.0 2.0 16V flex, de 154cv e 20,7 mkgf. A versão GLi leva o motor 1.8 16V flex (144cv).
Isso significa que a marca está atrasada? Pode ser. Mas o pulo para o futuro será mais intenso: até 2050, nenhum carro dela terá apenas movido por gasolina, etanol ou diesel.
Todos serão híbridos ou alimentados por célula de combustível. Estima-se até que já a partir de 2020 o próprio Corolla tenha motorização híbrida (como o Prius).
O câmbio continua sendo manual de seis marchas para o GLi e CVT com simulação de sete marchas para as principais versões.
De negativo, dois detalhes: a regulagem do banco do motorista na versão XRS é manual e itens como sensor de estacionamento frontal e alarme ultrassônico são opcionais
Curiosidades sobre o Corolla
⇒ O modelo chegou ao Brasil no início dos anos 1990. De 1998 em diante, passou a ser produzido em Indaiatuba (SP).
⇒ O Corolla foi líder do segmento de sedãs em 10 dos últimos 13 anos
⇒ No ano passado, foi dono de 44% de participação desse mercado específico.
⇒ Até os 60.000 km, o custo total com revisões do Corolla 2018 é de R$ 3.250
⇒ O modelo tem uma linha de acessórios com 45 produtos genuínos; 10 virão agora
O cinquentão
⇒ O Corolla surgiu, no Japão, em outubro de 1966. Tinha motor 1.0

⇒ Atualmente, 13 países produzem o sedã
⇒ Mais de 1,3 milhão de unidades são vendidas anualmente, em cerca de 150 países.
⇒ Desde que nasceu, o Corolla já chegou às garagens de 44 milhões de famílias
⇒ Os primeiros Corolla chegaram ao Brasil em 1994; em 1998, começou a ser produzido em Indaiatuba (SP)
⇒ No ano passado, foi responsável por 48% das vendas totais na categoria, com 64.737 unidades
Preços
| Versão | Preço sugerido |
| 1.8L GLi Upper Multi-Drive | R$ 90.990 |
| 2.0L XEi Multi-Drive | R$ 99.990 |
| 2.0L XRS Multi-Drive | R$ 108.990 |
| 2.0L Altis Multi-Drive | R$ 114.990 |
Para frotistas ou portadores de deficiência, duas opções com motor e câmbio manual de seis marchas ou automático. Ambos custarão R$ 69.990.
Para não capotar
Há pouco mais de um mês, uma viatura da PM capotou em frente ao Palácio do Planalto. A servidora Yara Greyck contou à Agência Brasil que o acidente aconteceu quando o policial que dirigia o Pajero “tentou desviar” do carro gol dela.
Pois é: quando tenta frear abruptamente, ou desviar de um obstáculo, as leis da física não perdoam e o veículo capota mesmo. Principalmente se tiver o centro de gravidade alto, como nos SUVs e caminhonetes.
O Controle Eletrônico de Estabilidade, na prática, ajuda e muito a reduzir que acidentes semelhantes a esse da PM aconteçam.
Tentando ser o mais claro possível: vários sensores – nas rodas, na caixa de direção e no eixo central – identificam que a manobra foi “excessiva”, diferente do que queria o motorista, e fazem a correção.

Geralmente, os controles reduzem a força do motor e “freiam” a roda desgovernada, restaurando a trajetória. Até no gelo os sensores conseguem agir.
O sistema é tão importante que será obrigatório no país a partir de 2020. E tem que ser mesmo: poucos modelos à venda (como o Corolla até então) tinham o sistema.

























