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Zoo de Brasília recebe Meia-Noite, a nova onça-pintada melânica
Resgatada após ser criada como pet, fêmea com condição rara chega à Brasília para reforçar ações de conservação da espécie
atualizado
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O Zoológico de Brasília tem uma nova e imponente integrante: Meia-Noite, uma onça-pintada melânica que carrega uma trajetória de superação. Resgatada em Santarém, no Pará, a fêmea vivia em uma situação inadequada, sendo criada ilegalmente como um animal de estimação. Agora, em solo brasiliense, sua história ganha um novo capítulo focado na preservação da fauna brasileira.
Com sua pelagem inteiramente preta — resultado de uma mutação genética que aumenta a produção de melanina —, Meia-Noite chama a atenção não apenas pela cor, mas por um detalhe único: um charmoso estrabismo.
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Beleza rara e desafios de identificação
Embora pareça uma espécie distinta à primeira vista, a onça melânica pertence à mesma linhagem da Panthera onca tradicional (amarela com rosetas pretas). No entanto, para os biólogos, ela apresenta um desafio extra:
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Identificação visual: enquanto as onças-pintadas comuns são catalogadas individualmente pelo padrão único de suas rosetas (como uma impressão digital), nas melânicas essa diferenciação é muito mais complexa devido à coloração escura que camufla as marcas.
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Genética: a condição é rara e desperta grande interesse científico para estudos de biodiversidade.

Um novo propósito: conservação e companheirismo
A chegada de Meia-Noite ao Distrito Federal não é apenas para exibição, mas faz parte de um esforço coordenado de conservação. Em breve, ela deverá dividir o recinto com George, a onça-pintada macho que já reside na instituição. A expectativa é que a dupla contribua para a manutenção da variabilidade genética da espécie em programas de manejo.
A equipe do Zoo está finalizando a adaptação do novo lar da felina, que foi preparado com elementos que estimulam o comportamento natural do animal. O público poderá conhecer Meia-Noite de perto assim que o período de aclimatação for concluído, celebrando o retorno simbólico dessa “joia negra” aos cuidados de especialistas dedicados à vida selvagem.
