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Veterinária alerta para o perigo de tutores medicarem seus pets

Os animais têm um metabolismo diferente dos humanos, logo, a medicação sem orientação de um profissional pode ser perigosa

atualizado

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Jamie Street/Unsplash
Cachorro deitado
1 de 1 Cachorro deitado - Foto: Jamie Street/Unsplash

Os tutores têm cada vez mais preocupações relacionadas à saúde dos pets. E a maior prova disso foi uma lista divulgada pelo portal CyberPet que aponta as principais perguntas feitas por tutores ao Google. Os questionamentos mais buscados na internet têm relação com a medicação sem orientação de profissionais, o que preocupa médicos veterinários.

“Quanto de difenidramina eu posso dar para o meu cachorro?” e “o que eu posso dar ao meu cachorro para a dor?”, são as duas perguntas que lideram o ranking da lista divulgada pelo portal. De acordo com a médica veterinária Roberta Azevedo, difenidramina é um anti-histamínico utilizado para alergias em humanos e pode fazer mal ao organismo do pet.

“A automedicação é cultural no Brasil. Só que infelizmente os pets não têm o metabolismo tão semelhante ao nosso, como as pessoas pensam. As alergias dos cães e gatos são diferentes das nossas, com isso um anti-histamínico humano não faz efeito no pet, pois são organismos diferentes”, ressalta.

Além disso, Roberta afirma que as espécies têm respostas e sensibilidades diferentes a cada medicamento. Então, mesmo que o remédio a ser usado em humanos e pets seja o mesmo, a dosagem e a forma de fornecimento do produto podem ser diferentes, de modo que o uso incorreto leve eventualmente a superdosagens e intoxicações.

“Cada medicamento, depois de usado no nosso organismo, tem seus ‘restos’, que precisam ser eliminados do corpo de alguma forma. Normalmente, essa eliminação é feita por enzimas que são produzidas por fígado, pâncreas ou rins. As enzimas produzidas pelos pets diferem das nossas, de modo que muitas vezes, os medicamentos não são eliminados e se acumulam em vários órgãos, levando a intoxicações e muitas vezes até mesmo à morte”, afirma Roberta.

Outra grande preocupação dos médicos veterinários em relação à medicação sem orientação de um profissional é que os remédios podem mascarar doenças mais graves que o animal possa ter. Roberta orienta que se o pet apresentar qualquer sintoma,  exemplo da febre, deve ir diretamente ao médico veterinário para que seja tratado de maneira correta.

“Se o animal tem febre e o tutor dá a ele um antitérmico, essa febre será mascarada, o que pode dificultar o diagnóstico do veterinário. Em vez de medicá-lo em casa, busque a ajuda e orientação de um profissional”, orienta Roberta.

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