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Veja se faz mal segurar um gato como o assessor da CBF fez na Copa

Médica veterinária não recomenda a prática de imobilizar o felino pelo pescoço. A região é sensível, e isso pode causar dor ao bichano

atualizado 08/12/2022 16:48

Samir Mello/Metrópoles

A coletiva de imprensa feita com o jogador brasileiro Vinícius Júnior na quarta-feira (7/12), na Copa do Mundo do Catar, teve uma estrela: um gato que subiu à mesa do evento. O motivo, porém, não foi dos melhores. O assessor da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) retirou o animal pegando-o pelo pescoço, o que gerou revolta na internet. 

Os internautas conderam a prática e até Luisa Mell, ativista pelos direitos dos animais, se manifestou. A influenciadora disse que o episódio foi “lamentável” e que a atitude, “além de desnecessária, [é] um péssimo exemplo de respeito aos animais”.

À esquerda, Luisa Mell; à direita, gato é expulso de coletiva da Seleção no Catar - Metrópoles
À esquerda, Luisa Mell; à direita, gato é expulso de coletiva da Seleção no Catar

O Metrópoles conversou com Laura Garutti, médica veterinária da clínica Gaia Medicina Veterinária Integrativa, para entender se o felino poderia ter se machucado ou não com a conduta do assessor da CBF. Segundo a profissional, a técnica é “totalmente contraindicada”.

“[O ato] vai contra as práticas de manejo ‘cat friendly’, pois é uma região muito sensível, gerando intensa dor e desconforto ao felino”, destaca a veterinária. 

Segundo Laura Garutti, a imobilização do felino dessa forma “se dá devido a uma resposta de congelamento, por tamanho medo e ansiedade ao ser manipulado dessa forma. O ato pode ser traumático para o animal”.

@BoredCat/Giphy/Reprodução

Como consequência, o gato pode ficar com traumas a longo prazo, inclusive dificultando seu processo de confiança e desencadeando comportamentos agressivos, explica a veterinária. “É de se espantar tamanha agressividade, apenas pelo animal estar ali, onde poderia ter sido afastado de forma tranquila e amigável”, finaliza a doutora Garutti.

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