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Seu pet está pronto para ir ao restaurante? Veja cuidados necessários
Veterinária explica os cuidados necessários ao levar seu pet para um restaurante. Saiba o que fazer antes de sair e durante o passeio
atualizado
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Com o aumento dos estabelecimentos e restaurantes pet friendly, cachorros ou o gatos acompanhando os tutores em almoços ou jantares virou uma cena cada vez mais comum.
No entanto, a socialização fora de casa exige alguns cuidados específicos para garantir o bem-estar do bichinho, e também o conforto de outros clientes. A decisão de incluir o pet nesse tipo de programa deve ser tomada com responsabilidade e atenção às condições do local.
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Antes de sair de casa
O primeiro passo é avaliar se o animal está saudável e com a vacinação em dia. “Animais têm que estar vermifugados e com controle de ecto e endoparasitas”, explica a médica veterinária Glaucia Ferracioli.
Também é importante certificar-se de que ele está limpo e sem odores fortes. Restaurantes, mesmo os que aceitam animais, prezam pela higiene do ambiente, e a boa apresentação do bicho é fundamental.
Outro ponto essencial é considerar o perfil do animal. Alguns cães e gatos podem se sentir inseguros em lugares movimentados, com cheiros e sons diferentes do habitual. Segundo Glaucia, nem todos devem ser levados para esses locais. “Aqueles que não tem uma boa socialização com outros pets ou até mesmo com outros seres humanos, por exemplo.” Em alguns casos, o passeio pode ser mais estressante do que prazeroso.

Antes de escolher o estabelecimento, o tutor também deve se informar sobre as regras da casa. Há locais que permitem animais apenas nas áreas externas, enquanto outros disponibilizam espaços específicos e até cardápios adaptados.
Fique atento aos sinais!
Durante a permanência no restaurante, o comportamento é determinante. O ideal é que o animal esteja sob controle do tutor o tempo todo, com coleira, guia ou em uma caixa de transporte. “Tudo depende de como é o temperamento do pet”, reforça a veterinária.
Permitir que ele circule livremente entre mesas ou se aproxime de outros clientes pode causar desconforto ou acidentes. Por isso, a recomendação é se manter próximo e evitar que ele suba em cadeiras ou superfícies.
A especialista alerta para os sinais: “Acuados, com insegurança, arfando muito e latindo demais”. Caso isso aconteça, o melhor é retirar o pet do local.

Outra questão é a interação entre os animais. Muitos restaurantes aceitam mais de um bichinho por mesa, o que requer atenção redobrada. “Pergunte aos tutores como é o relacionamento do seu bicho de estimação com outro. Existem muitos pets que, ao verem outros, partem para agressão”, orienta a profissional.
Nem todos os cães ou gatos são sociáveis, e uma aproximação repentina pode gerar brigas. A orientação é só permitir o contato quando ambos estiverem calmos.
O que não oferecer ao animal
Pode parecer inofensivo dar um pedacinho de pão ou carne da mesa, mas vários alimentos comuns nos restaurantes podem ser perigosos para cães e gatos. “Não é recomendado nenhum alimento de restaurante por conter muito tempero e condimentos”, explica a veterinária.
Cebola, alho, chocolate, massas com molhos temperados e até algumas frutas, como uva e abacate, estão entre os itens que devem ser evitados. O ideal é levar petiscos próprios ou oferecer apenas a ração habitual.

A hidratação também não pode ser esquecida. Levar uma garrafinha de água e um potinho portátil é uma maneira simples de garantir o conforto do animal, especialmente em dias quentes.
O segredo está no equilíbrio: proporcionar momentos de convivência sem abrir mão da segurança e do respeito ao espaço coletivo. “É ideal fazer um bom adestramento, assim não vai haver problema algum”, completa Glaucia.
Com planejamento e cuidado, o passeio pode ser agradável tanto para o tutor quanto para o animal — e até para quem estiver na mesa ao lado.










