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Procura pela vacina contra “gripe dos cães” aumenta em 2025; entenda
Mesmo sendo opcional, em 2025, os tutores procuraram ainda mais pela vacina contra a “gripe dos cães”. Veterinária revela os motivos
atualizado
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Nos últimos anos, foi possível observar uma mudança no comportamento dos tutores, que tratam seus cães como membros da família. Por conta disso, os pets passaram a ser muito mais sociáveis e, hoje, frequentam creches, hotéis, restaurantes e diversos outros espaços públicos.
Esse cenário fez com que os donos buscassem mais formas de proteger a saúde dos animais, incluindo vacinas que não são obrigatórias, mas que têm papel importante. A principal é a contra traqueobronquite infecciosa canina, também chamada de “gripe dos cães”.
A doença é transmissível e se espalha por meio de gotículas respiratórias. No caso da vacina, a indicação deve ser direcionada a partir da avaliação do estilo de vida, frequência de exposição e convívio com outros cachorros. De acordo com a plataforma WeVets, a procura tem aumentado, principalmente para filhotes e cães que vão para creches.
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Mais sobre a gripe dos cães
A situação é semelhante ao que acontece com crianças em escolas e berçários, já que, para os caninos, a socialização é um dos principais fatores de transmissão. Segundo a literatura veterinária, vírus como parainfluenza canina e adenovírus tipo 2, além de bactérias como Bordetella bronchiseptica, são os principais agentes.
Ainda parecido com a gripe humana, a doença pode aparecer mais em épocas frias, como outuno e inverno, pois a circulação dos agentes é ainda maior. “Com mais cães convivendo juntos diariamente, a circulação de vírus respiratórios aumenta”, explica a veterinária Renata Tolezano.

“Ainda vemos muitos tutores buscando a imunização apenas no início do convívio com outros pets em creches, quando o ideal é que o esquema vacinal esteja atualizado com pelo menos 21 dias de antecedência em relação a esse contato direto”, orienta.
A American Veterinary Medical Association (AVMA) ainda alerta que o complexo respiratório infeccioso canino tem crescido em países onde a urbanização e a frequência em ambientes coletivos aumentam, o que também é observado no Brasil. “A vacina ajuda a reduzir a gravidade dos quadros e o risco de transmissão.”
Vacinar é ato de amor
Com essa mudança na vida social e com o maior número de pets em espaços públicos e residências, a vacinação passa a ser um ato de cuidado e amor com o animal, e não somente uma questão clínica.

Uma das vacinas mais conhecidas é a antirrábica, essencial para prevenir a raiva, uma doença fatal transmitida por mamíferos. Já o imunizante contra a gripe canina vem conquistando espaço justamente porque acompanha a evolução do pensamento dos tutores.
“Vacina não é só um ato de proteção individual. Ela reduz a circulação dos agentes no ambiente e protege toda a comunidade de cães, principalmente aqueles em fase inicial de vida ou com imunidade ainda em desenvolvimento”, acrescenta.
A prevenção é importante principalmente para aqueles que inserem os cães em atividades em grupo. A recomendação não falha: para garantir saúde e bem-estar, mantenha o calendário vacinal atualizado, faça acompanhamento veterinário regular e ofereça cuidados especializados para o estilo de vida do pet.










