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É o bicho!

Otite em cães exige diagnóstico rápido e tratamento adequado

O otite pode ter origem bacteriana, fúngica ou parasitária e causa dor, coceira e até perda auditiva se não tratada

20/03/2026 02:00
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Unsplash
Imagem colorida de cão da raça Yorkshire Terrier - Metrópoles

A otite é uma das doenças mais comuns em cães e pode causar grande desconforto se não tratada corretamente. Caracterizada por inflamação no ouvido, a condição pode ter diferentes causas e exige avaliação veterinária para diagnóstico preciso. Segundo o veterinário Thiago Borba, identificar o agente causador é essencial para garantir um tratamento eficaz e evitar complicações mais graves.

Entenda 

  • Causas variadas: a otite pode ser provocada por fungos, bactérias ou parasitas

  • Sinais evidentes: coceira intensa, balanço de cabeça e mau cheiro são comuns

  • Diagnóstico profissional: exames específicos definem o tipo de infecção

  • Riscos do não tratamento: pode evoluir para complicações graves, como perda auditiva

A otite em cães pode ter origem fúngica, como no caso da malassezia, bacteriana — incluindo agentes como Staphylococcus aureus — ou ainda ser causada por ectoparasitas, como carrapatos, pulgas e ácaros responsáveis pela sarna. Cada tipo exige uma abordagem diferente, o que torna indispensável a avaliação clínica.

A otite canina é uma inflamação comum no ouvido dos cães, caracterizada por coceira intensa, balançar de cabeça, mau cheiro e secreção

De acordo com o veterinário, o primeiro passo ao perceber qualquer alteração é procurar atendimento especializado. “É fundamental levar o animal ao veterinário para identificar o agente causador da otite e receitar a medicação mais efetiva para o caso”, explica.

Entre os sinais mais comuns, segundo o especialista, estão o balançar frequente da cabeça, coceira intensa (prurido) e até o hábito de esfregar a orelha no chão ou em superfícies. Em alguns casos, o tutor também pode notar excesso de secreção, presença de muco e odor forte na região afetada.

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O diagnóstico é feito por meio de exames clínicos e laboratoriais, como o raspado de pele, que permite identificar o tipo de agente envolvido na infecção. A partir disso, o tratamento é direcionado, podendo incluir medicamentos tópicos ou sistêmicos.

A doença pode afetar apenas um ouvido (unilateral) ou ambos (bilateral). Quando não tratada, pode evoluir para complicações mais sérias, como otohematoma — acúmulo de sangue na orelha — e até danos permanentes ao conduto auditivo, comprometendo a audição do animal.

Por isso, a orientação é clara: ao notar qualquer sinal, o tutor deve agir rapidamente para garantir o bem-estar e a saúde do pet.