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É o bicho!

Museu japonês utiliza odor de fezes e urina para salvar cavalos raros

Por meio de um método sensorial, a Universidade de Nagoya busca conectar o público à história dos cavalos Kiso

11/04/2026 10:36
Unsplash
Museu japonês utiliza odor de fezes e urina para salvar cavalos raros

Para salvar o cavalo da raça Kiso do esquecimento, o Museu da Universidade de Nagoya, no Japão, decidiu apostar em uma abordagem pouco convencional: o olfato. Por meio da experiência “SSS – Sentido, Ciência e Significado”, os visitantes são convidados a cheirar amostras de fezes e urina dos animais. 

O objetivo é criar um choque sensorial que desperte uma conexão profunda e imediata com uma das oito raças nativas do país, que corre sério risco de desaparecer.

De acordo com os pesquisadores, existe um distanciamento cultural entre os japoneses modernos e os animais que moldaram a história da nação. A exposição busca romper essa barreira ao oferecer uma imersão completa. 

Além do estímulo olfativo, o público pode manipular réplicas de cascos e ouvir áudios históricos de antigos mercados de cavalos, resgatando sons de uma tradição que já não existe mais na prática.

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De acordo com os pesquisadores, existe um distanciamento cultural entre os japoneses modernos e os animais que moldaram a história da nação

“Queremos que as pessoas sintam que o cavalo pertence ao mundo delas”, explica a professora Ayako Umemura ao jornal Whats The Jam. 

A estratégia tem colhido frutos.

Em uma amostragem realizada com 75 visitantes, 100% dos participantes afirmaram sentir uma proximidade maior com a espécie após o contato sensorial. 

O sucesso foi tanto que o modelo SSS tornou-se fixo no calendário da instituição, sendo aplicado em mais de 30 eventos anuais que atraem de crianças a idosos em busca de uma reflexão ecológica e cultural única.