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Mulher é picada por uma das serpentes mais venenosas do mundo
A mulher foi surpreendida e picada por uma cobra-marrom no jardim de casa e precisou de soro antiofídico
atualizado
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Uma caçadora de cobras profissional da Austrália passou por momentos de tensão após ser picada por uma cobra-marrom, considerada uma das serpentes mais venenosas do mundo. O episódio aconteceu no dia 21 de dezembro, no jardim da própria casa, em Queensland.
Mikayla, que integra a equipe do Sunshine Coast Snake Catchers, contou em uma publicação no Facebook que caminhava descalça pelo quintal quando sentiu uma dor intensa no pé esquerdo. Ao olhar para o chão, percebeu que havia sido mordida por uma cobra-marrom, nome popular da Pseudonaja textilis, apontada como a segunda serpente mais peçonhenta do planeta, atrás apenas da taipan-do-interior.

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Segundo o relato, assim que percebeu a presença humana, a cobra se afastou rapidamente. “É a prova de que as cobras só querem fugir”, escreveu. Mikayla conseguiu chamar o pai imediatamente e, em cerca de dois minutos, eles já haviam aplicado uma compressa imobilizante no local da picada.
Assista ao vídeo do momento da picada da cobra
Apesar da resposta rápida, os sintomas começaram a surgir cerca de cinco minutos depois. “Dor abdominal, dor intensa na perna, vômitos, suor excessivo, dor de cabeça e hipertensão”, descreveu. Menos de uma hora após dar entrada no hospital, os médicos iniciaram a aplicação do soro antiofídico.
A caçadora relatou que, nos dias seguintes, teve dificuldade para andar por causa da dor na perna esquerda. Em atualização posterior, afirmou que segue em recuperação, mas ainda apresenta sangramentos nasais, efeito associado à ação do veneno, que interfere na coagulação do sangue.

Apesar do susto, Mikayla fez questão de destacar que não quer que o episódio reforce uma visão negativa sobre as cobras. “A única forma de defesa delas quando se sentem ameaçadas é morder. Elas não podem gritar ou pedir ajuda. Nunca há motivo para matar uma cobra. Se deixadas em paz, elas vão embora”, afirmou. A profissional atua exclusivamente na captura e realocação dos animais para áreas seguras.
O texto também lembra que o Brasil abriga 321 espécies de cobras, das quais apenas 36 representam algum risco aos humanos. Entre as mais conhecidas estão as jararacas e as corais verdadeiras. No grupo das mais venenosas estão a urutu-cruzeiro, identificada pelas marcas que lembram uma cruz na cabeça, e a jararaca-ilhoa, considerada a mais perigosa do país.
