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Gripe dos gatos: veja sintomas, como prevenir e quando procurar ajuda

Veterinária Giovana Mazzotti explica causas, sintomas e cuidados essenciais contra a gripe felina, provocada por vírus altamente comuns

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foto colorida gato branco com gripe
1 de 1 foto colorida gato branco com gripe - Foto: GK Hart/Vikki Hart/Getty Images

Assim como os humanos, os gatos também podem pegar gripe, mas, no caso deles, o nome correto é rinotraqueíte. A médica-veterinária Giovana Mazzotti, especializada em felinos, explica que a doença é provocada por dois vírus principais: o Herpesvírus felino e o Calicivírus felino. “Segundo estudos, mais de 80% dos casos de sinais respiratórios em bichanos são causados por esses dois vírus, isoladamente ou em conjunto”, afirma a especialista.

A manifestação clínica pode variar bastante. “Os sinais vão desde espirros e secreção nasal até quadros mais graves, como conjuntivite, úlceras de córnea — que são bastante dolorosas —, feridas na boca e até pneumonia”, alerta Giovana. Os gatos com vacinação em dia, no entanto, costumam apresentar sintomas mais leves e transitórios.

O que causa a gripe dos gatos

A rinotraqueíte é uma síndrome respiratória viral. Segundo a veterinária, o contágio acontece geralmente ainda quando os felinos são filhotes, muitas vezes a partir da própria mãe. O Herpesvírus, em especial, permanece no organismo do animal para sempre, de forma latente, como acontece com o herpes humano. “Ele pode voltar a se manifestar em momentos de estresse ou baixa imunidade”, explica.

A vacina não impede totalmente a infecção, mas reduz drasticamente a chance do felino desenvolver sintomas graves. “Mesmo gatos que vivem apenas em apartamentos, sem contato com outros animais, precisam ser vacinados. O vírus está no ambiente e a maioria dos gatos já é portadora”, salienta.

Principais sintomas da rinotraqueíte felina

  • Espirros frequentes
  • Secreção nasal (serosa ou purulenta)
  • Conjuntivite e olhos lacrimejantes
  • Úlceras de córnea (dor intensa e sensibilidade ocular)
  • Feridas na boca
  • Febre e letargia
  • Em casos graves: dificuldade respiratória e pneumonia

Quando levar ao veterinário

Segundo a especialista, sintomas leves, como espirros isolados, podem ser monitorados por alguns dias, mas qualquer sinal ocular (como conjuntivite) já exige atendimento imediato. “Se o gato está com olho comprometido, mesmo que tenha começado ‘ontem’, já é motivo para ir ao veterinário. A região ocular é muito sensível e pode evoluir rápido”, orienta.

Em casos mais graves, quando há secreção purulenta, dificuldade para respirar ou perda de apetite, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes. “Gatos são mestres em esconder dor, então qualquer mudança no comportamento deve ser observada com atenção.”

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Tratamento e cuidados em casa

Não existe cura definitiva para o Herpesvírus ou Calicivírus felinos. O tratamento é sintomático e inclui:

  • Hidratação constante
  • Alimentação de fácil ingestão
  • Limpeza frequente dos olhos e nariz
  • Medicamentos prescritos por veterinário (anti-inflamatórios, antivirais, colírios, entre outros)
  • O repouso e um ambiente calmo também ajudam na recuperação. E, após o episódio, é fundamental reforçar os cuidados com a imunidade do gato, mantendo a vacinação em dia e evitando situações de estresse.

Vacinação: a melhor forma de proteção

De acordo com a veterinária, a vacina tríplice, quádrupla ou quíntupla felina protege justamente contra os principais agentes da rinotraqueíte. “Ela não impede que o gato tenha contato com o vírus, mas bloqueia as formas mais severas da doença”, explica. Mesmo gatos vacinados podem apresentar sintomas, mas com menor intensidade e duração.

“Manter o cartão de vacinação em dia, mesmo para gatos que não saem de casa, é a forma mais eficaz de prevenir complicações. A gripe felina pode parecer inofensiva no início, mas evolui com rapidez se não for tratada corretamente”, finaliza Giovana.

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