Gato não é desapegado: entenda o jeito certo de dar carinho
Eles não são frios e demonstram afeto de uma forma diferente dos cães; respeitar o espaço pessoal do gato é a dica de ouro

A fama de que o felino é um animal frio não vem de hoje, mas não é justa. A veterinária Manuela Sena explica que a forma como o gato se relaciona com as pessoas não é a mesma que os cães e também depende da sua história de domesticação.
Sabendo disso, entender os locais do corpo onde o animal prefere ser tocado e identificar os sinais que ele dá ao se sentir desconfortável evita estresse e aproxima o gato da família.
Entenda
- Os gatos não são animais frios, eles podem ser muito apegados aos tutores, mas não demonstram afeto da mesma maneira que os cães.
- Nem todos os gatos aceitam carinho na barriga, já que é um local sensível e pode fazer com que eles se sintam inseguros. Faça carinho na testa, no queixo e nas orelinhas.
- Os gatos foram domesticados bem depois dos cães, por isso o comportamento deles ainda é arisco e “selvagem”.
- Observar quando eles não estão gostando do carinho é essencial para evitar mordidas e arranhões. Haverão sinais como o pelo se arrepiando e a tentativa de afastamento.

Domesticação, afetos e os limites do gato no dia a dia
Por ser domesticado há menos tempo, o felino costuma ser mais reservado no dia a dia. Ele se apega à família e sente afeto, mas prefere manter o controle sobre quando e onde receber contato.
A maior parte dos felinos aceita toques na cabeça, no queixo e perto das orelhas. Para a professora Manuela Sena, a história da espécie explica essa atitude, lembrando que “os gatos não são mais frios, na verdade eles só são domesticados há muito menos tempo do que os cães”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA sensibilidade das patas, da cauda e da barriguinha transforma essas áreas em gatilhos para mordidas, pois mexer nelas faz o gato se sentir inseguro. Embora existam exceções no comportamento de cada um, respeitar o temperamento do pet é fundamental.
Como ler os sinais de satisfação ou rejeição do gato
Perceber quando o bicho está confortável com a interação ou com o carinho exige atenção aos detalhes do corpo do pet. Sinais como ronronar, fechar os olhos e manter as orelhas erguidas indicam que o gato aprova o contato e se sente seguro no ambiente.
Movimentos nervosos na cauda, orelhas baixas e a tentativa de sair de perto alertam que o limite do animal foi ultrapassado. Manuela destaca a imprevisibilidade nesses momentos, explicando que “se a gente está fazendo um carinho, de repente ele deixou de gostar, ele demonstra ali”.
Observar essa mudança de atitude impede que um momento de carinho termine em arranhões ou reações defensivas. Em momentos de puro relaxamento, o felino pode até mesmo salivar enquanto ganha afeto.

Dicas para conquistar a confiança do gato
Aproximar-se de um felino mais arisco exige paciência e estratégias que respeitem o tempo do animal. Permitir que ele tenha um local de refúgio elevado e esperar que a iniciativa de aproximação parta dele são passos essenciais.
Oferecer petiscos e evitar olhar fixamente nos olhos do animal ajuda a criar um vínculo positivo sem gerar estresse na casa. Como reforça a especialista, a regra básica é não invadir o espaço do felino, ressaltando que “se o gato preferir se afastar, respeite essa decisão”.
Com calma e respeito ao ritmo do pet, o gato ganha confiança e passa a conviver com a família de forma muito mais tranquila.













