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Férias escolares: pets podem ficar estressados com a mudança de rotina
Durante as férias, com a maior presença das crianças em casa, os pets podem ficar mais estressados. Especialista explica riscos e cuidados
atualizado
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Durante as férias escolares, as crianças passam mais tempo que o normal em casa, e os pais procuram novas formas de diversão para ocupar o tempo. Para as famílias que convivem com algum pet, é um ótimo momento para envolver todos com passeios, brincadeiras e até esportes.
No entanto, com a maior presença das pessoas no ambiente, especialmente as crianças, cães e gatos podem ficar estressados com a rotina saindo do habitual. Pensando nisso, a coluna É o Bicho! conversou com um especialista para desvendar o tema e orientar para o risco de acidentes.
Confira!
Principais riscos: fique atento
Segundo Cleber Santos, especialista em comportamento animal e bem-estar pet, os principais riscos estão associados à exposição a estímulos intensos e imprevisíveis. “Barulho excessivo, ambientes agitados, cheiros fortes e aumento de circulação de pessoas.”
Ainda que esteja convivendo com a mesma família, essa mudança pode provocar estresse no animal. Um dos sinais de que o peludo não está conseguindo processar o ambiente de forma saudável é quando demonstra medo e desconforto, e não curiosidade e tranquilidade.
“Ao entrar em estado constante de alerta, o animal passa a vivenciar sobrecarga emocional, o que representa um risco real ao seu bem-estar”, afirma.
Com a presença das crianças, é natural que existam mais estímulos dentro de casa. “Ambientes mais movimentados e estímulos constantes podem gerar insegurança, ansiedade e comportamento de alerta. O animal tende a reagir de forma mais intensa.”

Cuidados essenciais e erros mais comuns
O especialista afirma que o mais importante é garantir que, mesmo com a rotina diferente, a casa funcione como refúgio emocional para o pet. “Reduzir estímulos externos, manter objetos com cheiro familiar e respeitar a previsibilidade ajudam o pet a se sentir seguro.”
Acerca dos erros comuns cometidos pelos tutores, ele explica que o principal é ignorar o desconforto e insistir na exposição. Esse comportamento pode acabar intensificando o medo e causando efeitos negativos duradouros. “O bem-estar do pet deve sempre vir antes de expectativas humanas ou conveniência.”
“A tranquilidade de quem cuida do animal também influencia diretamente a sensação de segurança dele, especialmente em momentos de maior sensibilidade emocional”, pontua o fundador do Grupo Comportpet.

Sinais de estresse e sofrimento emocional
De acordo com Cleber, alguns comportamentos indicam que o canino ou bichano já ultrapassou seu limite de tolerância e precisa ser retirado da situação. Veja alguns sinais:
- Rigidez corporal, tremores, orelhas baixas e rabo entre as pernas;
- Respiração ofegante excessiva sem relação com o calor;
- Tentativas de fuga;
- Vocalização intensa;
- Agressividade repentina;
- Apatia.










