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Dia do Cachorro de Rua: maioria dos pets adotados são de resgate
Levantamento mostra força da adoção espontânea, mas alerta para desafios após a chegada do pet ao lar
atualizado
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No Dia Mundial do Animal de Rua, celebrado neste sábado (/4), um novo levantamento ajuda a traçar o cenário da adoção pet no Brasil. De acordo com a pesquisa GoldeN/Opinion Box, oito em cada 10 cães adotados no país chegam aos lares por meio de resgates diretos das ruas ou por indicação de amigos e conhecidos — um movimento que ocorre, majoritariamente, fora de abrigos e organizações formais.
Os dados mostram que 34% das adoções acontecem após o resgate direto de animais em situação de abandono, enquanto 46% ocorrem por redes informais. Já ONGs e abrigos representam uma parcela menor, com cerca de 9% cada. O cenário reforça um modelo de adoção baseado na iniciativa individual, marcado por decisões rápidas e, muitas vezes, sem acompanhamento estruturado.

O levantamento também dialoga com um problema persistente: o Brasil ainda tem cerca de 30 milhões de animais abandonados, segundo a Organização Mundial da Saúde. Mesmo com o aumento do debate sobre adoção responsável, o número elevado indica que o abandono continua sendo um desafio relevante.
Outro ponto destacado é a predominância dos animais sem raça definida. Os chamados vira-latas aparecem como maioria entre os gatos (75%) e lideram também entre os cães. Ainda assim, 60% dos entrevistados acreditam que existe preconceito contra esses animais, embora 86% defendam que a adoção deles deveria ser mais incentivada.
Problemas financeiros (48%) e questões de comportamento dos pets (39%) aparecem como os principais fatores que podem levar à devolução ou até a um novo abandono. O estudo também indica diferenças entre gerações: enquanto jovens relatam maior impacto financeiro, tutores mais velhos citam falta de tempo e adaptação do animal.
Diante desse cenário, a maioria dos entrevistados aponta a necessidade de mais suporte aos tutores.
Entre as medidas consideradas importantes estão o acesso a atendimento veterinário mais acessível e campanhas educativas sobre posse responsável — iniciativas que poderiam reduzir os índices de abandono e melhorar a adaptação dos animais adotados.










