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Chuva aumenta aparecimento de ratos; bióloga explica como evitá-los
Com a chegada da chuva, os ratos podem ser uma visita indesejada. Devido as condições dos ambientes urbanos, eles saem de seus esconderijos
atualizado
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Independentemente da época, o aparecimento de ratos dentro de casa pode assustar qualquer pessoa. No entanto, no período de chuva, esse risco aumenta. Devido as condições dos centros urbanos, os animais são muito impactados pelo ambiente e acabam saindo de seus esconderijos.
Para explicar o fenômeno e orientar quem não quer encontrar um rato dentro da própria residência, o a coluna É o bicho! ouviu uma bióloga.
Confira!
Principal motivador
Joana Corbellini, bióloga, menciona que, durante as chuvas, o alagamento de bueiros, galerias pluviais, terrenos baldios e áreas de descarte de lixo fazem com que os animais deixem seus abrigos em busca de locais mais secos e seguros. “Além disso, a chuva pode dispersar resíduos orgânicos pelas ruas, facilitando o acesso ao alimento.”

Dentro das casas, eles seguem a mesma lógica: vão procurar ambientes escuros e protegidos. “Forros, sótãos, porões, garagens, despensas, atrás de móveis, armários de cozinha, áreas de serviço e cantos onde há acúmulo de objetos ou entulho são os mais comuns.”
“Eles também podem se abrigar em buracos nas paredes, vãos de encanamento e frestas próximas a portas e janelas mal vedadas“, acrescenta a coordenadora de biomedicina do Centro Universitário de Pinhais (FAPI).
Medidas de prevenção
Segundo Joana, para minimizar a presença dos animais no ambiente urbano, a população pode adotar algumas medidas. “Evitar acúmulo de lixo em quintais e calçadas, manter terrenos limpos, podar vegetação, não deixar restos de comida acessíveis e realizar inspeções periódicas na residência para identificar possíveis pontos de entrada.”

Já de forma individual para cada residência, ela orienta vedar frestas, buracos, rachaduras, pisos e rodapés, instalar telas em ralos e janelas, manter portas ajustadas e consertar vazamentos. “A limpeza regular dos ambientes, especialmente da cozinha e áreas externas, é uma medida essencial de prevenção”, pontua.
Para condomínios e comunidades, o alerta é claro: as medidas de prevenção devem ser prioridade para todos. “Ações coletivas de controle de pragas e manutenção de áreas comuns, pois o problema dos roedores é, em grande parte, compartilhado em ambientes urbanos”, conclui a bióloga.
