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Calor intenso exige cuidados sérios e gera alerta para tutores de pets
Na época de calor intenso, os pets também sofrem com as altas temperaturas. Saiba como cuidar dos animais e os sinais de alerta na saúde
atualizado
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O período de calor, ainda mais nas férias, é um ótimo momento para aproveitar com os pets. Viagens, praia, piscina e passeios viram parte da programação diária da época. No entanto, ainda que o intuito seja o lazer, os tutores precisam ter atenção redobrada com os cuidados.
Com as temperaturas lá em cima, os animais podem sofrer com hipertermia, queimaduras nas patas, desidratação e dificuldades respiratórias — principalmente os idosos, obesos ou braquicefálicos, como os pugs. Pensando nisso, a coluna É o Bicho! explica os sinais de alerta e como agir nesses casos.
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Principais cuidados
São as pequenas atitudes do cotidiano que vão garantir o bem-estar dos pets. Água fresca à vontade, manter o animal em ambientes arejados e com sombra e passeios em horários mais frescos são alguns dos principais cuidados na época do calor.
A alimentação também é uma parte importante. Devido ao desconforto térmico, muitos cães e gatos podem acabar diminuindo o apetite. Por conta disso, os donos devem priorizar alimentos secos de qualidade e, principalmente, opções úmidas, que contribuem para a hidratação e podem ser oferecidos de formas variadas.
Além disso, também é recomendado alimentar o bichinho em horários menos quentes e não deixar os potes no sol. “Pequenas mudanças de rotina fazem toda a diferença. O objetivo é manter o equilíbrio entre nutrição, hidratação e conforto, permitindo que os pets aproveitem o verão de forma saudável e segura”, afirma Gabriela Gazola, da Special Dog Company.
Sinais de alerta e o que fazer em situações de emergência
Alguns riscos podem parecer inofensivos, mas são igualmente perigosos quanto deixar o animal dentro de um carro fechado, por exemplo. Pisos quentes, exposição prolongada ao sol, ausência de água fresca, falta de controle de parasitas e até brincadeiras em ambientes muito abafados.

Os tutores precisam saber como identificar as situações em que o calor deixa de ser apenas um desconforto e vira um risco de saúde para os animais de estimação. Confira alguns desses sinais, segundo a especialista:
- Para os cães: ofegância intensa, respiração acelerada e língua muito avermelhada;
- Para os gatos: respiração acelerada e, em casos mais graves, chegam a respirar pela boca;
- Fraqueza;
- Salivação excessiva;
- Vômitos e tremores.
“Ao perceber qualquer um deles, o tutor deve resfriar o animal gradualmente e buscar atendimento veterinário imediato. Atitudes como essas são fundamentais para garantir o bem-estar de cães e gatos durante toda a estação”, orienta.
Para resfriar o pet, o recomendado é levá-lo imediatamente para um local fresco e oferecer pequenas quantidades de água. Depois disso, como Gabriela mencionou, o ideal é procurar um veterinário o quanto antes para avaliar o estado de saúde do animal.










