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Bom velhinho: veja 5 doenças comuns em cães idosos e saiba como lidar

Quando envelhecem, os cachorros costumam ter doenças muito parecidas com as dos humanos. Descubra as mais comuns

atualizado 08/05/2022 11:20

cachorro caramelo claro deitado em águaFoto: Pixabay

Da bagunça de quando é filhote à quietude da velhice, os cachorrinhos enchem de alegria os tutores. Mas quem acompanha o bichinho nas diferentes fases da vida, sabe que eles precisam de diferentes cuidados. Quando idosos, eles necessitam de mais atenção ainda, principalmente para perceber possíveis doenças. 

Para ajudar quem tem um pet na melhor idade, o Metrópoles separou cinco doenças mais comuns em cães idosos com ajuda da médica veterinária e gerente de produtos pet da Ceva Saúde Animal, Nathalia Fleming. A seleção inclui dicas de como identificar as enfermidades e cuidar dos animais. Confira:

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1. Cardíacas

Quando o pet tem problema de coração, é provável que seja porque está velhinho. É importante ficar de olho quando os cachorros apresentam tosse seca e cansaço incomum, mas a doença também pode ser percebida em exames anuais que devem ser feitos a partir dos cinco anos.

2. Odontológicas

Você escova os dentes do seu cachorro? Assim como humanos, eles precisam ter uma rotina de escovação desde filhotes. Com escova e pasta de dentes adequada, escove os dentes do pet sempre que possível para ajudar a evitar as doenças. Além disso, leve o pet anualmente ao pet para verificar a necessidade de fazer limpeza especializada.

Porém, mesmo com os cuidados certos, é comum que animais idosos tenham acúmulo de tártaro, placa bacteriana e doença periodontal, ou seja, nas gengivas. Também é possível que eles tenham cáries ou quebrem os dentes, que enfraquecem conforme o tempo passa. Não se assuste se os dentes do cãozinho cairem depois de certa idade, pois isso também é comum.

3. Catarata

Essa doença pode estar relacionada tanto ao envelhecimento, quanto à diabetes mal cuidada, desnutrição, traumatismo e inflamação. Quando ocorre, a lente do olho do pet fica opaca e isso pode acontecer de forma parcial ou total e levar o bichinho a ficar cego.

Embora em muitos casos a doença seja irreversível, ela tem indicação cirúrgica em certas situações e o cachorro pode recuperar a visão. 

A catarata pode atrapalhar um pouquinho a vida do pet, mas é uma questão de adaptação. Nathalia Fleming recomenda que os tutores os levem para passear sempre nos mesmos trajetos, evitem mudanças na mobília e na disposição dos móveis pela casa. Isso facilita que eles reconheçam o espaço e não tenham problemas em se locomover.

4. Problemas ortopédicos

Se nos humanos é uma dor aqui e outra ali, com doguinhos não é diferente. Eles também desenvolvem problemas de articulações e cartilagens com o avanço da idade e é muito frequente que tenham artrose, ou seja, um desgaste das cartilagens que envolvem as articulações. 

Observe se seu pet passou a se mover mais lentamente, tem dificuldades nos passeios ou para subir em lugares mais altos. Se aparecer qualquer desses sintomas, leve a um veterinário especializado. 

Para prevenir doenças ortopédicas, o ideal é manter uma dieta equilibrada e fazer exercícios físicos regulares – assim como os humanos.

5. Câncer

Essa doença pede extrema atenção dos tutores, pois pode ser tratada, mas também é bastante agressiva. É importante estar sempre de olho em calombos que apareçam na pele do pet, porque costumam ser um dos primeiros sinais de câncer. É comum que apareçam nas regiões do pescoço, axilas e dorso. Outro sinal de alerta são feridas que não cicatrizam. 

Além disso, é importante manter uma rotina de check up do pet com exames de sangue, que também podem mostrar alterações que indicam a presença da doença.

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