Animais em casa: biólogo ensina a diferenciar espécies inofensivas
Biólogo explica que animais costumam entrar nas casas porque o ambiente urbano altera o habitat natural e oferece recursos fáceis

Muitos animais, embora não sejam domesticados, têm funções ecológicas importantes para o meio ambiente. Algumas espécies, inclusive, podem aparecer dentro de casa e não devem, em hipótese alguma, ser maltratadas ou mortas.
Ao Metrópoles, o biólogo Gabriel Sarmento explica que, ao encontrar algum bicho dentro de casa, é comum bater aquele desespero e a vontade de espantar ou eliminar o “instruso”. Porém, é importante saber como agir nesses casos.
“Para diferenciar espécies inofensivas das potencialmente perigosas, evite identificar apenas por cor ou tamanho e observe características morfológicas e comportamento”, orienta o profissional.

As aranhas armadeiras, por exemplo, costumam ter postura defensiva e pernas anteriores erguidas, enquanto muitas aranhas domésticas permanecem escondidas e fogem rapidamente. No caso de escorpiões, espécies amareladas do gênero Tityus merecem atenção médica
Ainda assim, a orientação mais segura é nunca manipular diretamente um animal silvestre sem conhecimento técnico, porque muitos acidentes ocorrem por tentativa de captura.
Gabriel Sarmento
Quais animais costumam aparecer em casa?
De acordo com o biólogo, os animais mais comuns que aparecem dentro de casa e geralmente não representam risco à saúde humana são pequenas lagartixas, aranhas-de-jardim, aranha-treme-treme, sapos cururu, pererecas, mariposas, grilos e besouros.
Entre no canal de WhatsApp do Vida e EstiloPodem ainda aparecer morcegos insetívoros ou nectarívoros em áreas urbanas, especialmente próximos a luzes. No entanto, eles normalmente não atacam pessoas.
“Esses animais estão associados com o meio urbano e, na maioria das vezes, exercem funções ecológicas importantes, tais como controle biológico de pragas e dispersão de sementes”, esclarece Sarmento.

Gabriel ressalta que animais costumam entrar nas casas porque o ambiente urbano altera o habitat natural e oferece recursos fáceis.
“Em geral, eles buscam abrigo contra calor excessivo, frio, queimadas e chuvas intensas, além de alimento e água. Insetos são atraídos por luz artificial e restos orgânicos; consequentemente, predadores como lagartixas, aranhas e sapos também acabam entrando”, finaliza o expert.





