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Quem lacra não lucra? Trump incendeia debate sobre ações afirmativas

Grandes marcas anunciaram fim de políticas de diversidade enquanto outras reafirmaram compromisso com a inclusão

atualizado

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Jabin Botsford /The Washington Post via Getty Images
Donald Trump
1 de 1 Donald Trump - Foto: Jabin Botsford /The Washington Post via Getty Images

Donald Trump prometeu e cumpriu. No segundo dia após a posse, o presidente dos Estados Unidos ordenou o afastamento de funcionários de programas de Diversidade, Equidade, Inclusão e Acessibilidade (DEIA). O movimento é um passo na direção da chamada agenda anti-woke, defendida por Trump, e que tem conquistado cada vez mais adeptos no mundo dos negócios.

Desde o início do ano, grandes marcas anunciaram o fim de políticas de diversidade e de ações afirmativas. MCDonald’s, Boeing, Wallmart, John Deere e Harley-Davidson são alguns dos exemplos mais recentes.

Na última semana, mais um nome de peso aderiu ao discurso conservador: Mark Zuckerberg, CEO da Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. As empresas comandadas por ele encerraram programas focados em grupos minoritários, incluindo práticas de contratação diversificada e metas de representatividade.

Por outro lado, empresas como Natura e Carrefour divulgaram comunicado reafirmando o compromisso com pautas de inclusão. “Para a Natura, mais do que metas, a conservação da natureza, a defesa irrestrita dos direitos humanos e a valorização da diversidade são pilares essenciais para a longevidade do nosso negócio”, diz texto publicado pela empresa no Linked-in. “Sim à inclusão e à diversidade”, publicou o Carrefour Brasil na mesma rede social.

Quem lacra não lucra?

O slogan “quem lacra não lucra” ganhou eco em movimentos conservadores que promovem  o boicote a empresas que defendem a diversidade. No Brasil, o Burger King, por exemplo, recuou após a reação de consumidores à publicação de uma campanha publicitária estrelando o ator Kid Bengala.

O medo do “cancelamento” se soma à preocupação com o aporte de investimentos, principalmente nos EUA. Grande investidores retiraram bilhões de dólares de fundos que apoiam causas sociais e ambientais, como o BlackRock.

Para especialistas, no entanto, apesar da intensificação da onda conservadora com a posse de Trump, o momento é de observar as tendências e evitar posicionamentos definitivos, principalmente no Brasil.

 

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