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Fictor nega insolvência e diz que vai pagar investidores em fevereiro
Relatos de investidores sobre repasses atrasados surgiram após a tentativa da Fictor de comprar o Banco Master
atualizado
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A Fictor Invest afirmou, por meio de nota, que os atrasos de repasses relatados por investidores serão regularizados até o dia 12 de fevereiro. Também no comunicado, a empresa disse que a situação não é resultado de “insolvência ou falta de compromisso”.
A Fictor afirmou que está passando por um “momento atípico”. “Um ambiente de maior exposição e pressão midiática, aliado a ajustes operacionais decorrentes de relações com fornecedores estratégicos, gerou um desafio temporário de liquidez e de timing operacional”, diz a nota.
A coluna mostrou que depoimentos, registrados em sites como o Reclame Aqui, apontam, principalmente, atrasos no pagamento de repasses prometidos pela empresa, além da impossibilidade de resgatar os valores investidos.
“Tenho três contratos SCPs com Fictor Invest, cujos resgates foram solicitados em 14/10/2025. Em 15/12/2025, deveria ter sido creditado resgate de um dos contratos, porém até a presente data nenhum centavo”, escreveu um investidor de Jundiaí, interior de São Paulo.
Os SCPs citados por ele são a sigla de Sociedades em Conta de Participação. O modelo permite que investidores aportarem capital em um projeto sem se expor, enquanto um sócio ostensivo – a Fictor, no caso – conduz o negócio, dividindo lucros sem chamar a atenção da Receita Federal e da Comissão de Valores Imobiliários (CVM).
Geralmente, os contratos oferecem retornos fixos variando de acordo com o dinheiro investido. Pelos relatos, há clientes que não receberam as parcelas dos rendimentos e outros que perderam acesso ao valor inicialmente aportado.
Patrocinadora do Palmeiras, a Fictor foi alçada às manchetes quando anunciou, em 17 de novembro de 2025, que compraria o Banco Master por R$ 3 bilhões. No dia seguinte, no entanto, o Banco Central (BC) decretou a liquidação do banco de Daniel Vorcaro e a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Compliance Zero, que levou o banqueiro e outros integrantes da cúpula da instituição financeira para a cadeia.
