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BRB atualiza números da compra de parte do Banco Master
Em Fato Relevante, o BRB também informou sobre o andamento da transação
atualizado
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O BRB informou, nesta sexta-feira (22/8), por meio de Fato Relevante, que, após estudos e avaliações técnicas, excluiu aproximadamente R$ 51,2 bilhões em ativos e passivos da operação de compra de parte do Banco Master.
“Do lado do ativo, foram retirados precatórios no total de R$ 9,43 bilhões, R$ 7,59 bilhões em operações de crédito concentradas ou sem garantias reais, determinados fundos de investimento em direitos creditórios e ações no total de R$ 19,48 bilhões, certificados de recebíveis imobiliários de R$ 2,47 bilhões, exclusão de R$ 12,28 bilhões em outros créditos, incluindo recebíveis de ativos judiciais e posições cujas contrapartes não foram avaliadas”, diz o comunicado.
Quanto aos passivos, “além de depósitos interfinanceiros entre empresas do conglomerado Master, foram excluídos aproximadamente R$ 33 bilhões de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) que são depósitos a prazo distribuídos por plataformas de investimento e cujo custo de captação é próximo a 120% da taxa de Depósito Interfinanceiro (CDI)”.
A auditoria, de acordo com o BRB, também apontou ajustes de R$ 601,9 milhões no patrimônio líquido, concentrados em exposições tributárias, trabalhistas e valores a receber que serão liquidados antes da conclusão da aquisição. “Além disso, os acionistas do Banco Master reforçaram as provisões de crédito em cerca de R$ 2 bilhões, elevando a cobertura sobre a carteira de crédito”, informa.
Com as atualizações, o ativo de partida do Banco Master na operação foi estabelecido em cerca de R$ 24 bilhões, o que, somado ao BRB, dará origem a um conglomerado prudencial com aproximadamente R$ 100 bilhões em ativos.
O BRB também informou que espera, com a conclusão do negócio, “acrescentar aproximadamente R$ 1,5 bilhão ao seu resultado do quinquênio, permitindo a entrega de um resultado superior a R$ 2,7 bilhões em 2029”.
“Com base nas projeções efetuadas, estima-se lucro líquido de R$ 1,254 bilhão este ano; R$ 1,251 bilhão em 2026; R$ 2,375 bilhões em 2027; R$ 2,639 bilhões em 2028; e R$ 2,704 bilhões em 2029”.
Sobre a gestão do conglomerado após a transação, o BRB informou que “as partes estabeleceram a formação de um novo grupo de controle, ficando definido que os atuais controladores não deterão poderes políticos nem participarão da gestão do Banco Master”.
O texto também elenca os próximos passos. “As próximas etapas incluem aprovação pelo Banco Central, a finalização da Reorganização Societária do Banco Master e a realização de auditoria confirmatória do preço, com a devida avaliação dos ativos e passivos pelo BRB e auditoria independente no momento do fechamento.”
