Dinheiro e Negócios

Aneel barra tentativa do Rei do Gás de travar venda de usinas térmicas

Agência negou recurso apresentado pela Cigás que tentava travar negócio firmado entre a Eletrobras e a Âmbar Energia, do grupo J&F

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Rima Termelétrica/Reprodução
Print de estudo que prevê a construção de termelétrica de Samambaia
1 de 1 Print de estudo que prevê a construção de termelétrica de Samambaia - Foto: Rima Termelétrica/Reprodução

A Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), que tem o empresário Carlos Suarez — conhecido como Rei do Gás — como principal sócio, sofreu mais uma derrota na tentativa de interferir no negócio entre a Eletrobras e a Âmbar Energia, do grupo J&F.

Nesta terça (9/9), durante a 33ª Reunião Pública Ordinária da Diretoria da Aneel, os conselheiros decidiram que a Cigás não precisa validar a transferência das usinas de energia Aparecida e Mauá 3.

Instaladas no Amazonas, as duas usinas térmicas são parte de um pacote maior negociado entre a Eletrobras e a Âmbar no ano passado.

O Rei do Gás controla 83% das ações da Cigás e a briga começou após a companhia perder processo competitivo realizado pela Eletrobras para a venda de usinas movidas a gás natural. Quem venceu a disputa foi a Âmbar Energia, do grupo J&F. A oferta foi de R$ 4,7 bilhões.

Desde então, a Cigás questiona a negociação. No recurso apresentado à Aneel, a Cigás pediu que a transferência das usinas fosse condicionada à resolução de todas as contingências dos contratos celebrados pelas usinas, por ser a distribuidora de gás do estado do Amazonas, onde as térmicas estão instaladas.

Em seu voto no plenário da Aneel, a relatora, diretora Agnes Maria de Aragão da Costa, afirmou que a fundamentação trazida era “eivada de apontamentos genéricos e sem correlação direta com o ato impugnado”.

Na Justiça, o escritório do ex-presidente Michel Temer foi contratado pela Cigás para tentar melar a transferência, como mostrou o Metrópoles. Uma liminar chegou a ser concedida no começo do ano, durante um plantão judiciário, mas foi derrubada apenas cinco dias depois pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, João Batista Moreira.

Posteriormente, a Cigás foi condenada pela juíza federal Jaiza Maria Pinto Fraxe a pagar multa de R$ 4,5 milhões por litigância de má-fé, como também mostrou o Metrópoles. Na decisão, a magistrada afirmou que a atuação do ex-presidente teve como objetivo tumultuar o processo.

Em Brasília, o Rei do Gás encampa a construção de uma usina térmica, mas vem enfrentando resistência, principalmente por conta do impacto ambiental e a falta de justificativa para o investimento na obra.

A decisão desta terça ocorre poucos dias após a Aneel aprovar a transferência da Amazonas Energia para a Âmbar. A distribuidora, que acumula dívida estimada em R$ 12 bilhões, sofre com perdas não técnicas (os chamados gatos), inadimplência e custo operacional. A empresa do grupo J&F promete um choque de gestão e, para isso, diz que fará um aporte de R$ 9,8 bi.

O acordo ainda terá de ser homologado pela Justiça, uma vez que a Amazonas Energia judicializou a negociação.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?