
"Tropa do Flávio" não segue exigência imposta pelo TSE a "Exército do Lula"
Canal "Tropa do Flávio", ligado à campanha do senador, não foi informado ao TSE. "Exército do Lula" só pode funcionar se for informado

Criado para ser um contraponto ao “Exército do Lula” do deputado federal André Janones (Rede), o canal de Whatsapp “Tropa do Flávio” não está entre os sites informados à Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que também não declarou corretamente a existência dos canais “Bolsozap” e “BolsonaroTV”, utilizados desde o primeiro turno e que somam cerca de 380 mil seguidores.
Nesta segunda-feira (13/10), o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão de postagens no canal de Whatsapp “Exército do Lula” até que ele segue regularizado junto ao tribunal. Os canais de Flávio seguem ativos.
Em sua decisão contra o canal de Janones, Nunes Marques citou o artigo 28 de uma resolução de 2019 do TSE, que diz que deverão ser comunicados à Justiça “os endereços eletrônicos das aplicações de que trata este artigo, incluídos os canais publicamente acessíveis em aplicativos de mensagens, fóruns online e plataformas digitais, salvo aqueles de iniciativa de pessoa natural”.
No caso da “Tropa do Flávio”, a campanha do senador informou ao TSE, em 7 de outubro, a existência de um site chamado “Tropa do Flávio“, mas não o canal de Whatsapp, o que na prática impede que a Meta o identifique como sendo um daqueles que precisam seguir as regras eleitorais.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEntre os 43 endereços listados ao TSE pela campanha de Flávio, há apenas o link de um canal de Whatsapp, que aparece com link quebrado nesta terça-feira (13/10) – a mensagem é de que “esta página não existe”. A URL é semelhante, porém distinta, da URL do “Bolsozap”.
Também utilizado na campanha, e linkado a partir de sites oficiais de campanha, o canal de Whatsapp “Bolsonaro TV” também não foi informado do TSE pelo PL.
Na decisão contra o canal de Janones, Kassio Nunes determinou que o “Exército do Lula” vinha sendo utilizado na propaganda eleitoral da chapa presidencial sem a comunicação exigida e condicionou a retomada do funcionamento do canal “à comunicação de seu endereço à Justiça Eleitoral, observado o intervalo de 48 horas” previsto na mesma resolução do TSE.
Procurada pela coluna, a campanha de Flávio Bolsonaro não respondeu até a publicação deste texto.
