F1: Prefeitura diz que aceita proposta e CET deve desistir de greve
Trabalhadores da CET haviam anunciado greve durante o fim de semana do GP São Paulo de Fórmula 1 e devem voltar atrás após acordo

A prefeitura de São Paulo informou há pouco ao Sindicato que representa os funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) que aceita a proposta de reajuste de 4,11% no salário da categoria, feita na quarta-feira (5/11) pela Justiça do Trabalho.
O Sindviários, que havia aprovado, ainda no mês passado, uma greve começando na noite desta quinta se não houvesse acordo com a gestão Ricardo Nunes (MDB), convocou uma assembleia para ser realizada logo mais às 19h, na Câmara Municipal, quando a proposta deve ser aceita e, a greve, cancelada.
O Sindicato dos Trabalhadores no Sistema de Operação, Sinalização, Fiscalização Manutenção e Planejamento Viário e Urbano do Estado de São Paulo (Sindviários) fazia parte, há mais de uma década, da esfera de influência de Ricardo Teixeira (União), presidente da Câmara Municipal de São Paulo e ex-dirigente da CET.
Em fevereiro, a chapa apoiada por ele perdeu a eleição do sindicato e um novo grupo assumiu em abril, com uma pauta de mais embate com a prefeitura pelos direitos dos agentes de trânsito. Em 16 de outubro, mais de 500 trabalhadores rejeitaram a proposta de reajuste feita pela CET e aprovaram uma greve durante o período de realização do GP São Paulo de Fórmula 1 (entre hoje e domingo) caso as partes não chegassem a um acordo até lá.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa quarta, uma audiência de mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) não contou com o secretário da Fazenda da prefeitura, o que permitiu aos representantes da CET dizerem que não tinham autorização para aceitar o acordo proposta pelo TRT com chancela do Ministério Público do Trabalho: um reajuste de 4,11% nos salários, no VA, no VR, na PPR e a manutenção do atual acordo trabalhista.
“A gente queria o IPCA, que seria 4,39%, e mais de 3% de ganho salarial. Mas em contrapartida a CET manteve o acordo coletivo vigente, porque também queriam tirar muitos direitos. Em alguns cargos o trabalhador perderia mais de 10% do salário, apesar da correção”, disse à coluna Michel Vinícius da Silva Costa, presidente do sindicato.
Segundo ele, só na manhã desta quinta-feira, depois de o Sindviários anunciar greve durante o fim de semana da Fórmula 1 – quando o trabalho dos agentes de trânsito é fundamental -, é que a CET procurou o sindicato para voltar à mesa de negociações.
Na reunião, que começou por volta das 11h desta quinta, a CET detalhou ter recebido autorização formal da Junta Orçamentária e Financeira (JOF) para aceitar os termos oferecidos na mediação do TRT. Agora, a tendência é os agentes de trânsito aceitarem a proposta na assembleia que será realizada à noite.

