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Ex-ministro rompe sociedade com Willer: "Incompatibilidade de perfis"

Eugênio Aragão tinha sociedade no papel com Willer Tomaz e recebia um valor fixo do advogado ligado a Flávio Bolsonaro

23/10/2026 15:50, atualizado 23/10/2026 15:58
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Ex-ministro rompe sociedade com Willer: “Incompatibilidade de perfis”

O advogado Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça do governo Dilma (PT), decidiu romper a sociedade que ele tinha com o também advogado Willer Tomaz, que foi alvo da Operação Sem Desconto e agora é investigado pela Polícia Federal por suspeita de uso de casas de apostas para lavar dinheiro. O senador Flávio Bolsonaro (PL) também é alvo dessas investigações.

O jurista, que foi membro do membro do Ministério Público Federal de 1987 até 2017 e é professor titular de direito da Universidade de Brasília, disse à coluna que a formalização da dissolução da sociedade será protocolada na próxima segunda-feira na OAB-SP.

“Na verdade já não vou lá há alguns dias. A razão principal é incompatibilidade de perfis. Meu trabalho profissional é estritamente de advocacia e sou muito rigoroso na ética da atuação. Willer tem outras atividades que desconheço mas que lhe dão um perfil que não se compatibiliza com o meu”, disse Aragão à coluna.

A sociedade dava-se só no papel. Willer é dono de 99,99% do escritório, enquanto Aragão tinha 0,01% e era remunerado por um salário fixo mensal pago pelo escritório – na prática, ele era funcionário de Willer. A banca só teve distribuição de lucros uma vez, no segundo semestre de 2023. “Só não sai antes porque temos compromissos com clientes”, diz Aragão.

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O noticiário recente sobre Willer Tomaz fez o ex-ministro da Justiça descobrir que seu nome estava sendo utilizado para assinar documentos aos quais ele não tinha acesso.