
Candidato de Bolsonaro diz que Marina Silva faz "hora extra" na Terra
Bruno Scheid, que foi proibido de usar sobrenome Bolsonaro, também ofendeu ex-ministra chamando-a de "jabuti"

Candidato do bolsonarismo ao Senado em Rondônia, Bruno Scheid (PL) desejou a morte da ex-ministra Marina Silva (Rede), candidata ao Senado por São Paulo. Em entrevista a um podcast, o pecuarista ofendeu a política e disse que ela faz “hora extra” na Terra e disse que Deus deveria “chamá-la”
“O que o PT trouxe de volta é horrível. Aquela tartaruga que o Acre não quer mais ela. Aquele jabuti que de quatro em quatro anos aparece. Tá lá candidata em São Paulo”, disse, em clara referência à ministra Marina Silva, que foi vereadora em Rio Branco, deputada estadual pelo Acre e senadora por 18 anos.
“Porra, desculpa falar, vou fazer um comparativo: é o tipo de gente que já está fazendo hora extra. Deus tinha que chamar aquilo para ir descansar. Filha, você tá enchendo o saco dos outros pra caralho aí”, diz Bruno, que é candidato com o slogan de “Deus, Pátria, Família e Liberdade”.
Questionado pelo jornalista Vinícius Canova, que o entrevistava e não o repreendeu pela fala, se ele então estava dizendo que queria que Marina morresse, Bruno tirou o pé: “Não é que eu gostaria que ela morresse. É que ou ela deixa de falar as asneiras ou ela vai procurar outra atividade”, afirmou o candidato.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO pecuarista atuou como arrecadador de campanha de Jair Bolsonaro (PL) na campanha de 2022 e, desde o fim do ano passado, vem se apresentando como “Bruno Bolsonaro” nas redes sociais, ainda que se chame Bruno Scheid. Nesta terça-feira (8/9) o TRE de Rondônia proibiu que ele concorra usando o nome de urna de “Bruno Bolsonaro Scheid”, já que não tem o sobrenome do ex-presidente.



