Princesa Astrid: relembre a trajetória da irmã do rei Harald V
A princesa Astrid foi primeira-dama da Noruega por 14 anos e manteve atuação pública por cerca de sete décadas; saiba mais

A princesa Astrid da Noruega morreu aos 94 anos, apenas dois dias depois de participar do funeral do irmão, o rei Harald V, conforme divulgado pela Tatler. Porém, muito além de ser irmã do monarca, ela construiu uma trajetória própria de décadas a serviço da Casa Real norueguesa.
Nascida em 1932, Astrid era filha do rei Olav V e da princesa Märtha da Suécia. Ainda criança, viveu os impactos da Segunda Guerra Mundial: após a invasão alemã da Noruega, em 1940, deixou o país com a mãe e os irmãos e passou parte do período nos Estados Unidos.
De acordo com informações da Tatler, a vida institucional ganhou ainda mais peso após a morte de sua mãe, em 1954. Com apenas 22 anos, Astrid passou a exercer o papel de primeira-dama da Noruega, acompanhando o pai em compromissos oficiais e visitas de Estado. Ela permaneceu nessa função até 1968, quando Harald se casou com Sonja.

Princesa Astrid dedicou a vida à monarquia norueguesa
Astrid também participou de momentos importantes da realeza europeia. Em 1953, esteve na coroação da rainha Elizabeth II, experiência que mais tarde descreveu como uma das grandes lembranças da própria vida. Dois anos depois, recebeu Elizabeth durante uma visita da monarca britânica à Noruega.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEm 1961, casou-se com Johan Martin Ferner, velejador olímpico, com quem teve cinco filhos. Mesmo após constituir uma família, continuou representando a monarquia e manteve uma extensa atuação ligada a organizações sociais e beneficentes.
Nas últimas décadas, Astrid continuou aparecendo em compromissos oficiais. Segundo a Tatler, em 2024, por exemplo, realizou 20 atividades em nome da Família Real, apesar das limitações de mobilidade que a levaram a usar cadeira de rodas a partir de 2022. À emissora norueguesa NRK, explicou que seguia trabalhando porque gostava da sensação de ainda poder ser útil.
“Poder ajudar alguém. Poder continuar sendo útil para alguma coisa. É uma sensação muito boa. Eu sento em uma cadeira e tudo mais, mas são minhas pernas que falham, não tanto minha cabeça, então eu me lembro das coisas, e consigo me envolver com elas”, disse ela à NRK.

Sua última aparição pública ocorreu justamente no funeral do irmão mais novo, em Oslo. Astrid acompanhou a despedida de Harald ao lado de outros integrantes da família e de representantes de monarquias europeias. Dois dias depois, a Casa Real anunciou sua morte.
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