OJE Group chega a Brasília com propósito de conectar jovens empreendedores
Luiz Eduardo Estevão Lira e Lauro Christakou promoveram um encontro da OJE Group para fomentar negócios de jovens empreendedores de Brasília

“Nós queremos mudar o mercado de empreendedorismo de Brasília”, destaca Luiz Eduardo Estevão Lira. Na noite dessa sexta-feira (28/8), ele e Lauro Christakou promoveram um encontro para apresentar a OJE (Organização de Jovens Empreendedores) Group a um grupo seleto de convidados na capital federal. O evento teve por objetivo fomentar e impulsionar negócios da cidade. Fundada por Henrique Pace, Pedro Pace Costa e Gustavo Paolinelli De Castro, a iniciativa surgiu há quase um ano em Belo Horizonte (MG).
Durante o evento da OJE Brasília, realizado no Lago Sul, três nomes de sucesso do mercado brasiliense — Diomédio Santos, Pedro Piquet e Allan 7×7 — compartilharam grandes momentos da trajetória pessoal e profissional, além de experiências que os impulsionaram à frente do próprio negócio.


Presidente do Jovens Progressistas do Distrito Federal e filiado do partido PP, Luiz Eduardo abriu a residência em que mora para receber os 20 convidados, com faixa etária até os 25 anos, escolhidos por ele e Lauro. Após o bate-papo e troca de experiências com Henrique Pace, Pedro Pace, Diomédio Santos, Pedro Piquet e Allan 7×7, foi oferecido um jantar aos presentes.
OJE em Brasília
Mineira, a OJE Group nasceu em setembro do ano passado com 32 membros, a maioria entre 17 e 24 anos, com a proposta de ser uma rede de formação, relacionamento e acesso ao meio empresarial para jovens que empreendem, sucedem negócios de família ou têm interesse em começar. Segundo os fundadores, o projeto funciona como um “private club” voltado a quem “quer fazer negócio” e está disposto a ajudar os demais membros a crescer.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Praticamente não existe um mercado de empreendedorismo jovem em Brasília. São poucos exemplos, porque realmente há muitas falhas”, garantiu o anfitrião.

Ao trazer a OJE para a capital federal, a dupla vai adaptar o know-how de Belo Horizonte para a realidade brasiliense. Lauro Christakou afirmou que a iniciativa “tem tudo para dar certo”.
“Aqui na cidade não existe algo que tenha um modelo de negócio parecido”, atestou Lauro.
Henrique Pace, também fundador da OJE Group, salienta que “sem conexões e forças é possível empreender, mas demora muito mais”. “Sempre empreendi desde os meus 15 anos. Ver que estamos ajudando, formando líderes e sendo um braço direito dos empreendedores em Belo Horizonte e, agora, em Brasília, é muito gratificante”, alega. Ele complementa: “Conectar-se com outros que estão na mesma jornada, é sensacional.”

Referências brasilienses no varejo, social media e esporte com empreendedorismo
No discurso de abertura do evento voltado a jovens empreendedores, Luiz Eduardo Estevão Lira resumiu o espírito do encontro: “É um dia pra gente valorizar e realmente tirar muito potencial disso. E eu queria que vocês saíssem daqui hoje pelo menos 10% melhores.”
Com a palavra, Diomédio Santos contou que começou como faxineiro em um shopping de Brasília e, agora, está prestes a abrir uma loja de joalheria com o próprio nome, no Partage Lago Sul, no próximo dia 15. Antes disso, foi sócio por 10 anos da operação da Grifith Joalheiros. “Comecei como empacotador de supermercado, vigiei carro na feira, tudo”, relembrou, atribuindo a trajetória a uma inquietação constante: “Eu gosto de estar sempre na zona de conflito.”

Para jovens presentes, Diomédio deu um conselho: “Você tem de conhecer todos os setores da sua empresa. Tem de conhecer desde as pessoas que fazem a faxina até a diretoria. Você precisa saber o que cada colaborador faz, porque senão não terá sucesso ao empreender”, sustentou. Na horas das perguntas, ele foi questionado a respeito da maior dificuldade como gestor. Após uma reflexão, respondeu: “É não saber delegar”.
“Eu queria deixar essa mensagem. Se vocês acreditam, podem ir atrás. Tenham fé que vai dar certo. Se você tem vontade de fazer algo diferente do que foi criado pelo seu pai? Faça. Você tem que fazer a sua história, porque a do seu pai já está toda feita”, instruiu Diomédio Santos.

Criador do canal do YouTube Allan 7×7, Allan Lopez defendeu a exposição pessoal como estratégia de marca. “Se você não mostrar a cara, alguém colocá-la e depois você vai ter sua empresa na mão dessa pessoa”, ressaltou, citando constância e autenticidade como pilares de seu trabalho. O especialista em relógios e social media posta vídeos diariamente há anos e credita o crescimento do canal à conexão direta com o público.
“Mostrar a cara passa identidade, a pessoa vê você”, argumenta Allan.

Piloto que chegou à Fórmula 2 antes de migrar para o empreendedorismo, Pedro Piquet dividiu com os presentes os bastidores da decisão de deixar o automobilismo e assumir a empresa de tecnologia da família, onde atuou em diversas áreas, como contabilidade. Na análise dele, deve-se pensar em opções na vida profissional: “Não só viver em cima de uma coisa”. Com coragem para fazer algo diferente, ele comprou um apartamento antigo na Asa Sul, dando início ao próprio negócio no mercado imobiliário.
Piquet resumiu em três pontos o que considera essencial ao decidir empreender: disciplina de horários, cuidado com o corpo e trabalho em equipe. Ao público jovem reunido, ele fez mais um apontamento.
“Faça muito contato pessoal. Vocês precisam conhecer as pessoas da própria cidade e de outros locais. Isso vai gerar resultados”, ponderou Pedro.
Abaixo, confira galeria com detalhes do que foi servido no encontro da OJE:
Projetos com a OJE
Em entrevista, Luiz Eduardo e Lauro explicaram que a chegada da OJE a Brasília partiu de uma conexão pessoal com os fundadores de BH, sem planejamento prévio, e da percepção de que a capital federal carecia de um espaço de empreendedorismo jovem. Conforme a dupla, o grupo rejeita o conceito tradicional de networking: “A pessoa vai para uma palestra que tem 10 mil pessoas, vai ficar forçando uma conversa que não tem profundidade nenhuma”. De acordo com eles, a proposta da OJE é substituir esse modelo por encontros e contatos contínuos, além de mentoria entre pares.

A comunidade funciona por assinatura, com processo seletivo — Pedro Pace afirmou ter entrevistado mais de 150 candidatos ao longo de um ano em Belo Horizonte — e limite de idade de até 25 anos para ingresso. Na capital mineira, o grupo soma hoje 35 membros e já resultou em quatro negócios fechados entre eles, além de parcerias e aprendizados que, segundo os fundadores, não se resumem ao fechamento de contratos. Para o fundador, trazer a iniciativa para Brasília só tende a alavancar o projeto.
“A OJE Brasília aumenta o nível da OJE ainda mais. Vamos crescer juntos. Não existe OJE BH nem OJE Brasília. É tudo um grande time”, avalia Pedro Pace.

Futuro
Para os próximos passos, os empreendedores citam a expansão para outras cidades — São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia estão entre os planos —, sempre com um representante local responsável pela curadoria dos encontros, como Luiz Eduardo e Lauro fazem em Brasília. O grupo também manterá viagens e imersões, incluindo uma ida programada ao Vale do Silício. Os fundadores da OJE também mantêm um projeto social em Belo Horizonte. Eles e a dupla brasiliense pretendem trazer a ação para a capital federal.

Questionados sobre a presença feminina, os fundadores reconheceram que as mulheres ainda são minoria na OJE. “A proporção é de cerca de oito mulheres para 35 homens no projeto. Sempre destaco que as portas estão abertas para elas”, pontuou Pedro.
Ele atribuiu o desequilíbrio a uma barreira cultural mais do que a uma exclusão deliberada. Ao convidar uma empreendedora mineira de sucesso para promover um evento específico a esse público, notou uma maior participação delas. Em Brasília, Lauro e Luiz Eduardo já estudam possíveis nomes que podem representar a potência feminina.
Apesar dos temas variados discutidos durante a noite — negócios, redes sociais, esporte —, os fundadores resumiram o fio condutor do encontro em uma única palavra: relacionamento.
Para eles, o critério de seleção não é apenas talento ou patrimônio, mas disposição genuína de ajudar os demais membros a crescer. “Aqui não é lugar de passeio, aqui é lugar de todo mundo se ajudar, as pessoas com o mesmo objetivo, com as mesmas metas e todo mundo crescer junto”, concluiu Luiz Eduardo.

Veja os highlights do evento no vídeo captado por Dímitry Panizzon, Guilherme Guimarães e Thamires Barreto, e editado por Ivan Lacombe:
Confira registros do encontro pelos cliques do fotógrafo Pedro Iff:











































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