
Claudia MeirelesColunas

O que acontece com seu corpo quando você começa a malhar depois dos 50
Com o passar dos anos, a falta de massa magra pode acarretar em uma série de problemas de saúde, como osteoporose, obesidade e hipertensão
atualizado
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Com o passar dos anos, a falta de massa magra pode acarretar em uma série de problemas de saúde, como osteoporose, obesidade, doenças metabólicas (diabetes e hipertensão), complicações locomotoras e até alterações neurológicas, a exemplo de depressão e Alzheimer. Manter a musculatura ativa, ainda, é fundamental para a saúde óssea, para a autonomia e até para reduzir dores e quedas, especialmente após os 50 anos.
Para o nutrólogo, cirurgião e nutricionista Durval Junior, a musculação é um fator determinante para o aumento e manutenção da massa magra. A prática nada mais é do que a realização de movimentos com a aplicação de uma carga (máquinas, equipamentos e objetos diversos) ou com o peso do próprio corpo — e pode ser feita em academias, áreas abertas ou até mesmo em casa.
“A musculação é fortemente recomendada em qualquer idade, principalmente após os 50. Isso sempre deve ser feito após uma avaliação criteriosa de um médico e de um profissional de educação física”, afirma Durval.
É importante lembrar que o exercício não é indicado só para quem quer músculos grandes ou para homens que buscam hipertrofia. No caso das mulheres, o treino de força é um dos maiores aliados da saúde em todas as fases da vida, ajudando a prevenir osteoporose, preservar a massa muscular e a controlar glicemia, colesterol e pressão, além de contribuir para o bem-estar emocional e a qualidade do sono.
Consequentemente, a musculação melhora a composição corporal, acelera o metabolismo e ajuda a reduzir a gordura, além de fortalecer o corpo de forma harmônica.
O que acontece com seu corpo quando você começa a malhar depois dos 50 anos
Segundo o especialista, a musculação libera substâncias extremamente importantes para o organismo, como endorfinas, miocinas e exercinas. “Elas são responsáveis por aprimorar inúmeros processos fisiológicos, e os benefícios finais são percebidos em uma melhora significativa da qualidade de vida”, explica Durval.
Também conhecida como o hormônio do bem estar, a endorfina provoca euforia, alivia as dores, diminui os efeitos do estresse, proporciona a elevação da autoestima, reduz sintomas depressivos e de ansiedade e mantém o controle do apetite.

Já as miocinas e as exercinas impactam diretamente no metabolismo, na inflamação, na obesidade, na diabetes tipo II, em doenças cardiovasculares, na fisiologia cerebral e em doenças neurodegenerativas, por exemplo.
O médico acrescenta que o treino de força ainda proporciona a melhora estética do corpo, sem contar que os marcadores dos exames laboratoriais respondem rapidamente ao hábito. “Diminui colesterol e glicemia, auxilia nas dores de coluna, fibromialgia e humor, potencializa a memória e emagrece”, lista o profissional. “A musculação jamais pode ser substituída por atividades aeróbicas como caminhada ou corridas”, frisa.
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