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Claudia Meireles

Museu Nacional recebe mostra do fotojornalista italiano Uliano Lucas

Intitulada de Revoluções – Guiné-Bissau, Angola e Portugal (1969-1974), a mostra chegou ao Museu Nacional nessa terça-feira (14/5)

16/05/2024 10:09, atualizado 16/05/2024 10:10
Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintana
Elisa Alberani, Vicenzo e Miguel Cardina

Em  homenagem aos 50 anos da Revolução dos Cravos,  o Museu Nacional da República, em Brasília, recebeu nessa terça-feira (14/5) a mostra Revoluções – Guiné-Bissau, Angola e Portugal (1969-1974). A vernissage apresentou os impactantes registros do fotojornalista italiano Uliano Lucas, de 82 anos, retratando os rostos dos povos africanos de língua oficial portuguesa contra a opressão colonial-fascista, bem como a festa da liberdade do povo português com o fim da ditadura.

A mostra, que chega pela primeira vez ao Brasil, conta com o apoio das Embaixadas da Itália e de Portugal no Brasil, do Camões – Centro Cultural Português em Brasília, além das Embaixadas da República de Angola e da Guiné-Bissau no Brasil, da Delegação da União Europeia no Brasil e da Universidade de Brasília (UnB).

Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintanaDiretora do Instituto Camões, Alexandra Pinho; Claudia Fernandes; chefe do Gabinete Cultural da Embaixada da Itália, Benedetto Reitano; Embaixador da Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos; Embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese; Elisa Alberani; Embaixador da República de Angola no Brasil. Manuel Eduardo Bravo; Embaixadora do Senegal no Brasil, Aminata Fall Cisse; M'bála Alfredo Fernandes; Vicenzo Russo e xxxxxxx
Diretora do Instituto Camões, Alexandra Pinho; Claudia Fernandes; chefe do Gabinete Cultural da Embaixada da Itália, Benedetto Reitano; embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos; embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese; Elisa Alberani; embaixador da República de Angola no Brasil, Manuel Eduardo Bravo; embaixadora do Senegal no Brasil, Aminata Fall Cisse;  embaixador da Guiné-Bissau no Brasil, M’bála Alfredo Fernandes; Vicenzo Russo; e a conselheira da Bélgica, Emira Assia

A inciativa está aberta ao público da capital federal, com entrada franca, até 7 julho. Os interessados poderão conferir a curadoria dos professores Elisa Alberani, Miguel Cardina e Vincenzo Russo, que revela os registros de Uliano Lucas durante suas viagens testemunhando as batalhas diárias dos povos que buscavam a libertação.

Democracia, direitos humanos e cidadania

Os três especialistas selecionaram 56 fotos, algumas inéditas, outras já publicadas em revistas e jornais europeus dos anos 1970, que marcam os processos de independência de Angola e da Guiné-Bissau, além dos 48 anos da ditatura em Portugal, findada em abril de 1974.

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“Que sorte a nossa, apresentarmos a exposição aqui em Brasília, a capital que nasceu pouco antes da nossa democracia. A nossa liberdade foi pouco tempo depois da libertação de todas as colônias portuguesas em África, que aconteceu há 50 anos. Por isso, é muito importante que se faça exposições como essa, para que a memória não se apague”, celebra o embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos.

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Programa da exposição
Obras de Uliano Lucas
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Obra de Uliano Lucas
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Obras de Uliano Lucas

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Espaços dedicados
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Espaços dedicados

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A vernissage, marcada pelo coquetel de abertura ao público, contou com a presença dos curadores conduzindo os visitantes por três etapas que destacam os valores da democracia, direitos humanos e cidadania.

Três partes, três territórios

A primeira parte, intitulada Guiné-Bissau, 1969, reúne fotografias realizadas na missão que levou o fotógrafo italiano às “zonas libertadas” da Guiné-Bissau, a pedido do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

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Espaços dedicados

De acordo com o curador italiano Vincenzo Russo, as imagens escolhidas para retratar a luta da Guiné-Bissau representam o desejo do experiente fotografo em registrar o dia a dia da resistência. 

“O Liano sempre disse que não quis fotografar a pornografia da guerra, o sangue, as armas e os mortos. Diante disso, ele deu luz aos rostos de mulheres e homens da resistência e do nascer de uma democracia na floresta”, explica.

A segunda parte, chamada de Angola, 1972, mostra o cotidiano e as vivências dos guerrilheiros e guerrilheiras do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), que travaram uma luta armada contra a dominação do colonialismo português, em todo o território nacional. 

Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintanaEspaços dedicados
Espaço dedicado às fotografias de Angola

No fim do trajeto, há a terceira parte da exposição, que mostra Portugal, nos anos de 1972 e 1974. As fotografias retratam, também, o dia a dia dos portugueses em um país que vivia e torcia pelo fim da ditatura de Salazar. A vitória do povo português culminou na celebração dos dias de festa da Revolução em Portugal, que também é apresentado pelo olhar sensível de Uliano Lucas.

Confira os cliques de Nina Quintana:

Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintanaSecretaria adjunta do GDF, Renata Zuquim; embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos; e Irany Poubel
Secretaria adjunta do GDF, Renata Zuquim; embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos; e Irany Poubel
Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintanaO subsecretário do Patrimônio Cultural do DF, Felipe Ramon e a diretora do Museu Nacional da República, Sara Seilert
Subsecretário do Patrimônio Cultural do DF, Felipe Ramon e a diretora do Museu Nacional da República, Sara Seilert
Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintanaClaudia Fernandes e o embaixador da Guiné-Bissau no Brasil, M'bála Alfredo Fernandes
Claudia Fernandes e o embaixador da Guiné-Bissau no Brasil, M’bála Alfredo Fernandes
Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintanaEmbaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, Alexandra Pinho, Talita Vilela, Chiara Gentile, Luiza Coelho, Luísa Fantini e Benedetto Reitano
Embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos; diretora do Instituto Camões, Alexandra Pinho; Talita Vilela; Chiara Gentile; Luiza Coelho; Luísa Fantini; e o chefe do Gabinete Cultural da Embaixada da Itália, Benedetto Reitano
Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintanaEmbaixador da Grécia, Yannis Tzovas, com Irany Poubel
Embaixador da Grécia no Brasil, Yannis Tzovas, com Irany Poubel
Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintanaDiretora do Instituto Camões, Alexandra Pinho; O subsecretário do Patrimônio Cultural do DF, Felipe Ramon; Embaixador da Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos; curadora, Elisa Alberani; curador, Miguel Cardina; curador, Vicenzo Russo e; Embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese
Diretora do Instituto Camões, Alexandra Pinho; subsecretário do Patrimônio Cultural do DF, Felipe Ramon; embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos; curadora Elisa Alberani; curador Miguel Cardina; curador Vicenzo Russo; e o embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese
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Alexandra Pinho e Noelia Barriuso
Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintanaO embaixador da Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos confere as fotografias
O embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, confere as fotografias
Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintanaEmbaixador da Angola no Brasil, Manuel Eduardo Bravo
Embaixador da Angola no Brasil, Manuel Eduardo Bravo
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Chiara Gentile, Alexandra Pinho, Jeanina Daher, Sérgio Moriconi e Gioconda Caputo
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Miguel Cardina
Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintanaO curador Miguel Cardina acompanha o embaixador da Guiné-Bissau no Brasil, M'bála Alfredo Fernandes, com Claudia Fernandes
O curador Miguel Cardina acompanha o embaixador da Guiné-Bissau no Brasil, M’bála Alfredo Fernandes, com Claudia Fernandes
Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintanaEmbaixador da Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos
Embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, fala sobre a importância de relembrar a história
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Jeanina Daher, Sérgio Moriconi e Gioconda Caputo
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Isabela Bettiol, Pedro Bettiol e Valentina Loureiro
Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintanaEmbaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese
Embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, discursa sobre a importância da exposição
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Margareth Rose Santos Alves
Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintanaAndreina Di Vittori, David Uboldi e Stefano Vaccaro
Andreina Di Vittori, David Uboldi e Stefano Vaccaro
Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintanaFrancisco Joaquim de Carvalho, Elisa Alberani, Ana Clara Medeiros e Vicenzo Russo
Francisco Joaquim de Carvalho, Elisa Alberani, Ana Clara Medeiros e Vicenzo Russo
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Gustavo Barbosa, Kingsley Morais, Luna Oliveira, Daiane Rodrigues, Ana Luiza Damásio, Anna Karoline Madeiros, Ana Clara Medeiros, João Suhet, Gisele Araújo, Maria Amélia Serraninho, Beatriz Alves e Gustavo Coelho.
Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintanaOs embaixadores fazem um visita guiada pelas obras com a curadora Elisa Alberani
Os embaixadores fazem um visita guiada pelas obras com a curadora Elisa Alberani
Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintanaConvidada registra uma das obras da exposição
Convidada registra uma das obras da exposição
Serviço:

Exposição fotográfica

Revoluções – Guiné-Bissau, Angola e Portugal (1969-1974)

De 14 de maio a 7 de julho

Visitação: terça-feira a domingo, das 9h às 18h30

Museu Nacional da República – entrada franca/livre

 

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