
Claudia MeirelesColunas

Morre, aos 83 anos, Conceição Pinheiro, querida pioneira da capital
A pioneira Maria Conceição Rocha Pinheiro faleceu, aos 83 anos, após uma luta contra tumores muito agressivos no fígado e no pâncreas
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Uma notícia triste pegou muitos brasilienses de surpresa na tarde desta quarta-feira (23/7). A pioneira Maria Conceição Rocha Pinheiro nos deixou, aos 83 anos, após uma luta contra tumores muito agressivos no fígado e no pâncreas, os quais manteve com discrição. Ela estava internada no Hospital DF Star, mas não resistiu ao tratamento.
Figura muito querida em Brasília, dona Conceição nasceu em 19 de janeiro de 1942, em Paracatu, Minas Gerais. Casou-se em dezembro de 1959 com o empresário José Augusto Pinheiro, de 92 anos, com quem teve cinco filhos — Éder Augusto, Taís, Adriana, Deborah e Alessandra — e 15 netos.
À capital, José Augusto trouxe a empresa de ônibus Real Expresso, que faz a ligação rodoviária com São Paulo e com o Triângulo Mineiro. Ele ainda foi pioneiro na conexão da região ao Oeste baiano e a Salvador. A família também esteve à frente das empresas Viação Alvorada e Brasília Motors.


O mineiro esteve envolvido ativamente na construção da cidade a partir de 1957, participando do fornecimento de material para as obras. Estabeleceu-se como empresário em Brasília no início dos anos 1960, quando adquiriu o controle da Viação São Cristóvão, que operava linha rodoviária ligando Brasília a Patos de Minas. Por aqui, o casal fixou residência e base para o crescimento das atividades empresariais.
Legado de força, fé e compaixão
Cidadã atuante e muito admirada na comunidade brasiliense, dona Conceição teve um importante papel na coordenação da construção da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Lago Sul. Ela também apoiou incansavelmente o Colégio Dom Orione, além de muitas outras iniciativas cujas atividades resultaram (e ainda resultam) em benefícios para a população.
Conceição Pinheiro foi executiva de destaque da Associação Brasileira de Mulheres de Negócios e titular da empresa Jovem Turismo, da qual dirigiu durante décadas. Em abril último, chegou a ser agraciada com o Prêmio Casa do Candango, condecoração que celebra figuras que marcaram a história da capital da República e inspiraram gerações. A homenagem reconhece a força, coragem, protagonismo e o impacto positivo que cada personalidade exerce tanto na cidade quanto no Brasil.



Acima de tudo, a assistente social e advogada deixou um legado de força, inspiração, acolhimento e amparo para todos os que tiveram o privilégio de conviver com ela. Generosa e atenta, não media esforços para ajudar a quem buscavam por orientação e apoio.
“Minha mãe era muito católica, participava dos serviços da igreja, da organização, das festas juninas e das missas aos domingos. Ela ia todos os dias para a Perpétuo Socorro durante a vida inteira”, lembrou o filho Éder Pinheiro.

À coluna, ele acrescenta que, mais recentemente, a mãe foi homenageada na Missa do Lava-Pés do santuário, tradição que simboliza o exemplo de humildade deixado por Cristo, relembrando, especialmente, o dia da última ceia, quando Jesus lavou os pés dos discípulos.
O corpo de dona Conceição será velado na quinta-feira (24/7), na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Ao fim do dia, será enterrado na Ala dos Pioneiros no cemitério Campo da Esperança.
A coluna Claudia Meireles se solidariza com os parentes e amigos de dona Conceição neste momento de muita saudade!
Confira algumas doces lembranças da pioneira:













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