Metrópoles Game Festival encerra 1ª edição lotado e em clima de festa
Último dia de Metrópoles Game Festival reuniu finais de e-sports, cosplay, dubladores, música e público de diferentes gerações; confira

Após três dias de competições, encontros e experiências voltadas ao universo gamer, a primeira edição do Metrópoles Game Festival chegou ao fim nesse domingo (23/8). A programação de encerramento movimentou a Arena Mané Garrincha com finais de e-sports, concurso de cosplay, música, cultura pop e a presença de conhecidos nomes da dublagem brasileira.
Realizado pelo Grupo Metrópoles com apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti), o Metrópoles Game Festival reuniu mais de 500 competidores em 28 jogos e modalidades, distribuídos entre PC, consoles, dispositivos móveis e disputas analógicas. Ao longo dos três dias, foram entregues R$ 78 mil em premiações.
No domingo, o público acompanhou as etapas decisivas de Counter-Strike 2 e Brawl Stars, além de torneios de EA Sports FC 26, Just Dance, Mario Kart World, Street Fighter 6 e The King of Fighters XV. As mesas de Magic: The Gathering também receberam competidores nas modalidades Commander, Modern e Pauper.
Fora das disputas, os visitantes puderam circular por espaços como a Arena FreePlay, a Arena TCG, a Vitrine de Colecionáveis, a área de jogos de tabuleiro e o Artists’ Alley. Consoles clássicos, action figures, fliperamas e estações abertas ao público ajudaram a aproximar diferentes gerações da cultura dos games.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA variedade da programação chamou a atenção de Julia Moita e Arthur de Lima, ambos de 26 anos. Entusiasta de videogames, Julia destacou a possibilidade de conhecer diferentes vertentes desse universo em um mesmo lugar.
“Estou gostando bastante e achando o evento muito diverso. Tem jogos, cultura pop, oportunidade para as pessoas jogarem presencialmente, exposição de action figures e um museu de videogames muito bacana”, comentou.

Arthur ressaltou a gratuidade, a localização e a estrutura oferecida ao público. “É muito bom que um evento gratuito, no centro da cidade e acessível, aconteça durante o fim de semana. É uma ocasião para reunir pessoas que gostam das mesmas coisas, com competições e prêmios. A estrutura está ótima e bem diversa”, avaliou.
Cosplay ganha destaque no encerramento
Um dos momentos mais aguardados do domingo foi o concurso de cosplay livre. A disputa reuniu personagens inspirados em jogos, animes, filmes, séries e quadrinhos, com avaliação de quesitos como acabamento, maquiagem, acessórios, fidelidade e resultado final.
Caracterizado como Sephiroth, personagem de Final Fantasy VII, Rayan Victor, de 21 anos, conhecido no meio cosplay como Danger, aprovou a primeira edição.
“No geral, está ótimo para o cosplayer. A estrutura está boa, a água está ótima e o concurso foi maravilhoso. É meu primeiro dia aqui e também o último do evento, mas me diverti bastante”, contou Rayan, que também pretendia participar de um quiz no palco.

A programação cosplay encerrou um fim de semana que também recebeu o LowCostPlay e, no sábado (22/8), a seletiva regional do World Cosplay Summit — Etapa Brasil 2027.
Para além da competição, os cosplayers transformaram os corredores da Arena Mané Garrincha em uma extensão do palco.
Com figurinos inspirados em diferentes universos da cultura pop, os participantes circularam pelo festival, posaram para fotografias e interagiram com visitantes que reconheceram os personagens. A movimentação reforçou o caráter imersivo do evento e fez do cosplay uma das atrações mais visuais do último dia.
A interação com o público também ganhou espaço em um quiz realizado no palco. Durante a dinâmica, o casal, Luiz Eduardo Estevão e Amanda Faviero, subiu ao palco e participou da brincadeira, em um momento descontraído que aproximou ainda mais o idealizador do festival dos visitantes e da programação.
Dublagem e música mobilizam fãs
O último dia de Metrópoles Game Festival ainda promoveu um encontro com as vozes brasileiras dos protagonistas de Naruto. Ursula Bezerra, voz de Naruto Uzumaki; Robson Kumode, intérprete de Sasuke Uchiha; e Tati Keplmair, responsável por Sakura Haruno, participaram de um bate-papo com os fãs.
Em conversa exclusiva à coluna Claudia Meireles, os dubladores se emocionaram ao falar sobre a trajetória no ramo e a amizade entre eles, que se estendeu para além do campo profissional. Ursula, por sua vez, expôs sua gratidão e carinho aos artistas que vieram antes dela, e que a impulsionaram para continuar dublando.
“Esse ano vou fazer 47 anos de dublagem, eu dublo desde pequena. Tive muitos momentos bons e momentos difíceis também, mas todos foram importantes para mim. Eu sou muito grata a velha guarda da dublagem, que sempre me inspirou”, contou Ursula.

A relação construída entre os três dubladores ao longo dos anos ultrapassou os limites dos estúdios. Tati Keplmair comparou a amizade do trio à parceria vivida pelos personagens na animação e destacou a emoção de dividir o palco com os colegas.
“Sakura, Naruto e Sasuke passaram tanto tempo juntos no anime, brincando, trabalhando e conquistando espaços. Para mim, a Úrsula e o Robson são especiais demais. Fazer eventos com eles e receber esse carinho é um presente. Quando convidam a Equipe 7 para estar junta, é um presente para nós”, declarou Tati.
Robson Kumode também se emocionou ao falar sobre o acolhimento recebido em Brasília e sobre a importância de Sasuke em sua trajetória. “Naruto é muito importante na minha vida. Fiz muitos outros personagens, mas o Sasuke é muito especial para mim. Poder viajar pelo Brasil com elas é uma delícia. A gente se diverte, se abraça e chora junto”, contou.
Para o ator, a obra teve impacto não somente na vida dos espectadores, mas também na trajetória dos profissionais envolvidos na versão brasileira. “Naruto é transformador. Assim como transformou a vida de tantas pessoas, transformou a nossa também”, acrescentou.
A dubladora e influenciadora Feh Dubs também integrou a programação ao lado do namorado, o ator e dublador Pietro Durães. Os encontros permitiram que o público conhecesse os bastidores da profissão e se aproximasse de artistas ligados a personagens e produções que marcaram diferentes gerações.
Durante entrevista, Feh Dubs relembrou que começou a criar vídeos ainda na infância e encontrou na internet uma forma de unir humor, interpretação e paixão pela dublagem. Antes de ingressar profissionalmente no mercado, ela já chamava atenção com memes, paródias e conteúdos inspirados em games.
“Desde os 7 anos, meu sonho era fazer vídeos na internet, viralizar e conseguir fazer as pessoas rirem. Eu produzia vídeos de jogos e animações, até descobrir a arte da dublagem e reviver esse sonho”, recordou.

Feh também destacou as mensagens recebidas de seguidores que acompanharam o trabalho dela durante a pandemia.
“Tem pessoas da minha idade que dizem que os vídeos as ajudaram naquele período; crianças que assistiam quando tinham 6 ou 8 anos e continuam acompanhando. Graças a Deus, o trabalho cresceu e está fazendo as pessoas felizes, que é o mais importante para mim”, afirmou.
Pietro Durães contou que também começou produzindo conteúdos descontraídos para a internet. “Minha trajetória foi muito de fazer um vídeo e simplesmente publicar. As pessoas começaram a acompanhar minhas teorias, memes e paródias de Five Nights at Freddy’s, passaram a compartilhar e pediram mais”, explicou.
A parceria entre os dois começou em 2022, quando Feh procurava alguém para interpretar o vilão de uma produção criada por ela. A aproximação profissional deu origem a uma amizade e, posteriormente, ao relacionamento. “A gente cresceu junto, fazendo as brincadeiras e os conteúdos. Saber que conseguimos fazer as pessoas rirem juntos é algo muito especial para mim”, disse Feh.

Para Rafael Aragão, de 29 anos, e Wallace Galvão, de 23, que estiveram presentes no meet and greet com os dubladores, a organização e a proximidade com os convidados estiveram entre os pontos altos da experiência.
“Por ser o primeiro evento do Metrópoles, agradou bastante. Gostei muito da organização e do palco. Consegui me sentir perto dos meus ídolos e tive uma ótima impressão”, afirmou Rafael.

Wallace também aprovou a experiência. “É a segunda vez que venho a um evento assim. Achei muito bem organizado e muito legal. Curti para caramba”, completou.
A música ganhou espaço no terceiro dia de Metrópoles Game Festival com a Orquestra Otaku e a banda KyouTen, que apresentaram temas conhecidos de games, animes e filmes. O repertório reuniu referências a produções como Mario Bros., Naruto, Zelda, Studio Ghibli, The Last of Us e Final Fantasy.
Responsável por encerrar a programação musical, a banda Kerberos levou ao palco uma combinação de rock, anime, games e cosplay. Antes da apresentação, a vocalista Luna Moon, de 23 anos, comentou a primeira impressão que teve do festival.
“Cheguei agora, estou gostando muito da estrutura. Vi bastante gente no Artists’ Alley e acho isso muito legal. Também vou estar em uma das atrações, porque faço parte da Banda Kerberos”, contou.

Um projeto inspirado por memórias de infância
Idealizador do Metrópoles Game Festival, Luiz Eduardo Estevão acompanhou os três dias de programação. A relação dele com os videogames começou ainda na infância e teve influência direta do irmão mais velho, Luiz Estevão de Oliveira.
“Meu irmão é mais de 10 anos mais velho do que eu. Quando eu era criança, ele era adolescente, jogava muito videogame e foi quem me apresentou esse universo. Aos 3 anos, eu já jogava The Legend of Zelda: Ocarina of Time no Nintendo 64 dele”, recordou Luiz Eduardo.

O console e o cartucho permanecem guardados até hoje. Segundo o idealizador, aquele primeiro contato despertou um interesse que nunca mais deixou de fazer parte da vida dele.
“Foi a partir dali que nunca mais parei. Foi ele quem me introduziu aos videogames e é uma pessoa muito importante na minha vida por isso”, acrescentou.
Luiz Estevão de Oliveira também prestigiou o Metrópoles Game Festival. Surpreso especialmente com a mobilização da comunidade cosplay, ele recordou os momentos em que os irmãos jogavam Nintendo e destacou a importância de eventos capazes de revelar outras facetas culturais de Brasília.
“Existem demandas em Brasília que a gente nem sabe que não estão sendo desenvolvidas. É muito bom ter comunidades cada vez mais diversas e interesses tão diferentes em uma cidade que costuma ser pensada em termos políticos e arquitetônicos. Essas outras comunidades culturais são muito interessantes”, afirmou.
Ao observar a presença de crianças e jovens no evento, Luiz Estevão de Oliveira ainda brincou que se sentiu mais velho, porém, não escondeu o orgulho pelo irmão e aprovou a estrutura montada na Arena Mané Garrincha.
Entre competições, shows, cosplay, reencontros e descobertas, o terceiro dia concluiu uma programação que transformou o estádio em um ponto de convivência para jogadores, famílias, artistas e fãs da cultura pop. A diversidade do público e das atrações marcou a estreia do Metrópoles Game Festival e evidenciou a força da comunidade gamer de Brasília.
Confira quem esteve no terceiro e último dia de Metrópoles Game Festival, pelo olhar de Gustavo Lucena e Wey Alves:




















































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