
Claudia MeirelesColunas

Metrópoles Catwalk transforma a cena social do DF por meio da moda
Além das passarelas, Metrópoles Catwalk transforma o Teatro Nacional em ponto de encontro entre criatividade, moda, arte e vida social
atualizado
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Brasília vive, nesta semana, um raro encontro entre estética, convivência e ocupação cultural. Em sua segunda edição, o Metrópoles Catwalk vem extrapolando o universo da moda para se firmar como um dos movimentos sociais e criativos mais interessantes do momento na capital federal.
Desde a abertura, na última segunda-feira (6/4), o evento transformou o foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro em um espaço de circulação intensa, encontros improváveis e conexões que ajudam a redesenhar a forma como a cidade se vê — e se reúne. Entre desfiles, conversas empolgadas, trocas de referência e plateia cheia, o que se forma ali vai além da passarela: é uma nova dinâmica de presença, visibilidade e pertencimento.


Em um cenário historicamente associado à monumentalidade e à política, o Catwalk tem mostrado outra faceta de Brasília: mais criativa, mais pulsante e mais conectada com sua produção cultural contemporânea. O público que vem ocupando o espaço ao longo dos primeiros dias ajuda a contar essa história — estiloso, comunicativo, diverso e interessado não apenas nas roupas, mas na experiência coletiva que o evento propõe.
Quando a moda vira movimento social
Mais do que apresentar coleções, o Metrópoles Catwalk tem criado um ambiente em que moda, comportamento e vida social se cruzam com naturalidade. A cada noite, o evento reúne criadores, modelos, convidados, influenciadores, profissionais da imagem, nomes da cena cultural e um público que circula entre diferentes repertórios e regiões do Distrito Federal.
É justamente essa mistura que ajuda a explicar por que o evento vem ganhando força para além do circuito fashion. O que se vê no Teatro Nacional não é apenas uma sucessão de desfiles, mas uma espécie de ecossistema social da moda, em que a roupa funciona como linguagem, ponto de partida e também forma de reconhecimento entre quem ocupa aquele espaço.

A percepção aparece também entre as convidadas que passaram pelo evento. Para Jéssica Conde, que acompanhou a programação ao lado de amigas, o principal impacto está na forma como a experiência aproxima pessoas e estilos que nem sempre se cruzam no cotidiano da cidade.
“Eu sou apaixonada por moda e acho que isso junta pessoas e marcas de estilos diferentes. Conecta as pessoas de uma forma completamente diferente do que a gente está acostumada aqui em Brasília”, comentou.
A fala ajuda a traduzir um dos efeitos mais interessantes do Catwalk: o de transformar a moda em ferramenta de encontro e circulação social.

Brasília se vê — e se reconhece
A força do evento também está em sua capacidade de reunir diferentes expressões da cidade em um mesmo espaço. Entre as peças apresentadas, as conversas nos bastidores e o público que ocupa o foyer, Brasília aparece em múltiplas camadas: há referências ao Cerrado, à arquitetura, ao cotidiano urbano, ao artesanal, à sustentabilidade e à produção independente.
Esse olhar apareceu na avaliação de Alessandra Zinato, que destacou o caráter mais autoral e menos massificado das marcas locais.
“É uma curadoria bem mais especial. Você encontra coisas muito mais exclusivas, peças com mais personalidade, e isso é um ponto muito forte das marcas daqui. Não é tudo igual”, observou.
Já Camila Barbachan chamou atenção para a forma como o desfile dialoga com um estilo de vida muito específico da capital. “O desfile conseguiu traduzir muito bem a mulher brasiliense — não só a mulher brasileira, mas essa mulher de Brasília, com um estilo muito próprio. Uma mulher pronta para qualquer evento e também para qualquer clima, porque Brasília é uma loucura”, brincou.


O Metrópoles como agente de cidade
Se o Metrópoles Catwalk hoje se consolida como ponto de convergência da nova cena social brasiliense, isso também passa por um movimento mais amplo do próprio Metrópoles, que vem investindo cada vez mais em experiências presenciais, ocupação urbana e eventos capazes de conectar públicos, ativar espaços e movimentar setores criativos da capital.
No universo da moda, esse trabalho já vinha sendo construído em iniciativas como o Catwalk e o Metrópoles Fashion & Design, que caminha para sua quarta edição com a proposta de aproximar moda, design e produção local. Mas esse investimento vai além do setor fashion: shows de música, eventos esportivos, talks com personalidades renomadas, exposições de arte e muitas outras experiências também vêm reforçando o papel do portal não apenas como veículo que cobre a cidade, mas como plataforma que participa ativamente de sua agenda social e cultural.


Nesse contexto, o Metrópoles Catwalk se encaixa com precisão. É um evento de moda, mas também de comportamento. É uma vitrine estética, mas também um espaço de convivência. É uma passarela, mas também uma forma de fazer Brasília se encontrar.
Ao ocupar o Teatro Nacional com gente, estilo, repertório e troca, o Metrópoles Catwalk ajuda a reafirmar que a capital federal também quer — e pode — ser reconhecida como um polo vivo de criatividade, presença e vida social.
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