Harry e Meghan devem voltar ao Reino Unido para ficar perto da família
Casal quer ampliar o convívio de Archie e Lilibet com Charles III, Camilla e outros parentes da realeza; Harry e William seguem afastados

Seis anos após deixarem o Reino Unido, Harry e Meghan Markle se preparam para estabelecer uma nova base no país com os filhos, o príncipe Archie, de 7 anos, e a princesa Lilibet, de 5. A decisão teria como principal motivação a vontade de fortalecer os vínculos das crianças com o rei Charles III e com outros integrantes da família.
De acordo com fontes ouvidas pelo Page Six, a família permanecerá no Reino Unido por um período prolongado, mas a mudança não será definitiva. Até o momento, o que se sabe é que Harry e Meghan continuarão proprietários da residência em Montecito, na Califórnia, e da casa de férias em Portugal.
O estado de saúde do rei Charles também teria influenciado a decisão. O monarca foi diagnosticado com câncer em fevereiro de 2024 e continua sob acompanhamento médico, embora tenha apresentado uma resposta positiva ao tratamento. Fontes próximas ao duque e a duquesa de Sussex apontam que Charles seria uma das principais razões para o retorno.
Mais perto de Charles, Camilla e da família
A nova rotina irá permitir que Archie e Lilibet convivam mais tempo com o avô paterno, rei Charles III, e com a rainha Camilla. Os dois participaram do reencontro familiar realizado em julho, em Highgrove House, residência campestre do monarca.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA reunião foi o primeiro encontro conhecido de Charles e Camilla com Meghan e as crianças desde 2022, conforme confirmou a ABC News. A aproximação também possibilitou que o rei aproveitasse mais tempo com os netos após anos de afastamento e convivência limitada pela distância entre o Reino Unido e os Estados Unidos.
Além do contato com Charles e Camilla, Harry e Meghan desejam que os filhos possam construir relações com outros parentes e conheçam melhor as raízes britânicas do pai. O casal ainda mantém amizades próximas no país e uma relação especialmente afetuosa com a princesa Eugenie, prima de Harry, e o marido dela, Jack Brooksbank.
Os irmãos Archie e Lilibet deverão frequentar uma escola britânica a partir de setembro. O nome da instituição e localização da nova residência da família não foram divulgados por questões de privacidade e segurança.
Harry e William continuam afastados
A reaproximação entre Harry e o pai, no entanto, não se estendeu ao príncipe William. Os irmãos permanecem afastados e sem contato, segundo fontes ouvidas pela People.
Apesar das especulações provocadas pelo retorno dos Sussex, ainda não se sabe como será o clima entre Harry e William nem se a mudança abrirá caminho para um reencontro. Até agora, não há informações sobre conversas ou tentativas recentes de reconciliação entre os dois príncipes.
O distanciamento também torna incerta a convivência entre os filhos dos dois casais. De acordo com informações divulgadas pelo Page Six, existem poucas chances, ao menos inicialmente, de Archie e Lilibet manterem contato frequente com os primos George, Charlotte e Louis, filhos de William e Kate Middleton.

Retorno não significa retomada das funções reais
Mesmo com a nova base no Reino Unido, Harry e Meghan continuarão como integrantes não atuantes da família real. O casal não deverá retomar compromissos oficiais nem receber recursos públicos para exercer funções ligadas à monarquia.
A segurança da família ainda permanece como um ponto sem resposta, uma vez que Harry perdeu o direito automático à proteção policial financiada pelo governo britânico depois de deixar as funções reais, em 2020. O príncipe aguarda uma nova avaliação do comitê responsável pela proteção de autoridades no país.
Durante a visita de julho ao Reino Unido, Meghan, Archie e Lilibet viajaram de Portugal apenas para a parte final da passagem de Harry pelo país, após dificuldades relacionadas ao esquema de proteção. Ainda não foram divulgados detalhes sobre as medidas de segurança que acompanharão a estadia prolongada da família.
Harry e Meghan visitaram o rei Charles em julho
O encontro do monarca com a família Sussex foi privado e ocorreu no dia 10 daquele mês, em Highgrove House, na Inglaterra. Pai e filho têm uma relação estremecida e, ao que parece, finalmente deram uma trégua e selaram a paz.
Harry também não falava há anos com o irmão, o príncipe William, a quem expôs na autobiografia Spare.
A imprensa tem batido na tecla sobre tanto Charles quanto Harry quererem superar os conflitos familiares. O vínculo entre os dois ficou abalado quando o príncipe abdicou dos deveres no alto escalão da monarquia britânica em março de 2020. Em entrevistas, o duque de Sussex fez declarações polêmicas a respeito do próprio pai.

Fontes do Palácio de Buckingham confirmaram a reunião entre o rei Charles e a esposa, a rainha Camilla, com o clã Sussex no palácio rural e residência oficial dos monarcas do Reino Unido.
Os informantes declararam que por ter se tratado de um encontro privado, não serão divulgadas imagens oficiais. Não há informações se, durante a visita, Harry e Meghan tenham acertado detalhes do retorno para o Reino Unido.
De acordo com o portal Express, o encontro só foi possível após a majestade e o príncipe verificarem uma “lacuna” na agenda: “Nem Harry nem o rei tinha compromissos públicos agendados depois das 15h30, após o rei concluir duas visitas à Universidade de Oxford”. Até então, não se sabe quanto tempo a reunião familiar durou.
Em audiência, Harry expôs razões para ter se mudado do Reino Unido em 2020
Atualmente residentes nos Estados Unidos, para onde se mudaram em 2020 após uma breve passagem pelo Canadá, Harry e Meghan Markle renunciaram aos deveres reais seis anos atrás. Em uma carta enviada à Justiça do Reino Unido, o duque de Sussex lamentou ter sido “obrigado” a deixar o núcleo sênior da realeza e que temeu pela segurança da esposa.
Lida pela advogada, a carta foi apresentada durante a audiência, em 2023, para julgar o caso em que autoridades britânicas questionam a decisão do governo de retirar a segurança oferecida pelo Reino Unido ao príncipe, a Meghan e aos filhos do casal.

Na mensagem, o príncipe Harry criticou a decisão do Comitê Executivo para a Proteção da Realeza e Figuras Públicas. O duque de Sussex descreveu o Reino Unido como “minha casa”. O jornal New York Post e o site Fox News transmitiram trechos da carta.
“O Reino Unido é central para herança dos meus filhos e um lugar onde quero que se sintam em casa tanto quanto onde vivem neste momento, nos EUA. Isso não pode acontecer se não for possível mantê-los seguros quando estão em solo britânico”, enfatizou o príncipe.
Caçula do rei Charles III, Harry ressaltou no texto que não pode “colocar” a esposa, Meghan Markle, em “perigo assim”. “Dadas as minhas experiências de vida, estou relutante em me colocar desnecessariamente em perigo também”, atestou o duque de Sussex ao se referir à morte da mãe, a princesa Diana.

“Foi com grande tristeza para nós dois que minha esposa e eu nos sentimos forçados a abandonar nossas funções e a deixar o país em 2020”, complementou.
Na audiência, os advogados do príncipe argumentaram que remover qualquer estrutura de proteção e segurança fornecida pelo estado é “ilegal e injusta”.
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