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Glamping: conheça as acomodações que viraram tendência em festivais
À coluna, o empresário Rafael Poubel revelou os principais modelos de glamping que tem invadido os festivais de música pelo mundo
atualizado
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O glamping é um modelo de acomodação que virou tendência entre turistas que desejam se hospedar junto à natureza, mas sem abrir mão do luxo. Inspiradas nos safaris africanos, as tendas proporcionam experiências únicas e acomodações em lugares inusitados, como os festivais de música.
Em grandes eventos, caso do Coachella, realizado nos Estados Unidos; e o Vilar de Mouros, em Portugal, esse estilo de alojamento já é realidade. Quem antes dormia em saco-camas desconfortáveis ou espaços apertados não precisa mais passar por isso. Camas mais confortáveis, banheiros privativos, comidas e bebidas da melhor qualidade estão entre os benefícios.
Veja alguns glampings dos festivais:
Rafael Poubel, proprietário da Domebambu, marca que atua na fabricação e locação de domos geodésicos (estruturas compostas por uma rede de polígonos — geralmente triângulos — que formam uma esfera) há 13 anos, explica que esse modelo é a principal tendência atualmente.
“Os domos podem ter diversos tamanhos e mobiliários, desde cama king-size, camas de solteiro, beliches, copa interna, banheiros, banheiras e podem abrigar um casal ou até quatro pessoas”, explica.


No entanto, o empresário elucida que alguns festivais optam por outros formatos, como tendas tipo safari, cabanas, containers, estruturas modulares e barracas grandes para camping equipadas.
“No Brasil, o Universo Paralello é um grande festival que conta com hospedagens tipo camping equipado. O Tomorrowland tem área de estalagem tipo safari; já o Burning Man — que acontece em uma região de deserto no estado de Nevada (EUA) — mistura as experiências de camping, glamping, motorhomes e trailers. É uma experiência de arte e tecnologia fora do comum”, conta à Coluna Claudia Meireles.
Experiente em produção de domos geodésicos de bambu para eventos nacionais e internacionais, como Rio+20, Copa do Mundo, Semana Nacional da Ciência e Tecnologia, Lollapalooza, Tomorrowland e Rock the Mountain (RJ), Poubel afirma que as montagens, diferente do que muitos pensam, são rápidas.
“Pode-se montar um domo para hospedagem temporária com um dia. Já uma vila inteira, de uma a duas semanas, depende do projeto e da infraestrutura no local”, diz.
Tendência mundial
O glamping surgiu no Reino Unido e une o camping com o glamour. Na avaliação de Rafael, as tendas dessa modalidade começaram a ganhar mais espaço principalmente na pandemia da Covid-19.
“No período de isolamento, mais pessoas foram em busca de novas experiências ao ar livre em ambientes naturais e paradisíacos. Esse público acabou gostando disso e, hoje, há cada vez mais uma forte tendência de festivais em lugares diferenciados, com paisagens bucólicas ou exóticas”, avalia.


“Isso é muito interessante, porque o indivíduo fica imerso em um grande evento e não precisa se deslocar para acomodação e depois retornar, pois boa parte das regiões onde os festivais mais importantes ocorrem são isoladas e tem pouca infraestrutura de hospedagem. Foi assim que surgiu oportunidades de hospedagens temporárias”, acrescenta o empresário, à frente, ainda, da Wedome Glamping. A marca já prepara projetos na praia de Pratigi, na Bahia, dentro da edição 2023/2024 do Universo Paralello.

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