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Finalista do Prêmio Earthshot, do príncipe William, revela expectativa
Descrito como o Oscar da Sustentabilidade, o Prêmio Earthshot foi criado pelo príncipe William em 2020. A cerimônia de premiação será no Rio
atualizado
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Na noite desta quarta-feira (5/11), ocorrerá a quinta cerimônia de premiação do Prêmio Earthshot, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O programa foi criado pelo príncipe William, em 2020, para encontrar e condecorar soluções inovadoras para problemas ambientais urgentes. Ao todo, 15 iniciativas estão entre as finalistas, e uma delas é a de Runa Khan, de Bangladesh. A fundadora do Friendship concedeu entrevista à coluna Claudia Meireles.
Em bate-papo durante a visita do príncipe ao Cristo Redentor, Runa contou estar “empolgada” e com “esperança”. “O que fazemos são soluções de adaptação para a vida neste planeta. E o planeta vai continuar a existir, independentemente do que façamos. Mas, a vida talvez não”, defende a idealizadora do projeto que protege comunidades vulneráveis em Bangladesh.
Segundo o site do Prêmio Earthshot, o Friendship combina “serviços vitais como saúde e educação com projetos de resiliência climática que salvam vidas, restauram ecossistemas e criam oportunidades”. Tendo sido iniciada em 2002, a iniciativa atende mais de 7,5 milhões de pessoas anualmente com relação aos serviços de saúde e, em áreas costeiras, fornece acesso à água potável para mais de 80 mil indivíduos, além de oferecer apoio alimentar emergencial.
Na avaliação de Runa Khan, ser finalista do Prêmio Earthshot irá contribuir para “abrir portas” e “aumentar a credibilidade” do projeto. “Ajuda-nos a expandir isso para outras pessoas, talvez, nessa imensidão de gente, humanidade e trabalho, consigamos colocar a nossa pequena gota no oceano em prol do futuro”, garante.

Segundo a idealizadora do Friendship, o príncipe William e um grupo de colaboradores não mediram esforços para ajudar a iniciativa. “Isso é incrível”, salienta. Ela ressalta ser uma satisfação integrar o grupo de finalistas do Prêmio Earthshot e poder “receber as bênçãos” do Cristo Redentor. Runa definiu estar no Brasil como uma experiência maravilhosa. Ela comenta sobre as qualidades do país: “É um verdadeiro tesouro da biodiversidade.”
Príncipe William no Cristo Redentor
Durante a visita ao Cristo Redentor na manhã quarta-feira (5/11), a alteza real pôde conversar com cada um dos 15 participantes do Programa de Finalistas do Prêmio Earthshot. William quis conhecê-los e saber as expectativas do grupo para a cerimônia de premiação, realizada nesta noite, no Museu do Amanhã. Do total, cinco sairão premiados do evento com a presença de várias celebridades.
Embora 10 participantes não recebam o prêmio de 1 milhão de libras esterlinas, todos os finalistas do Prêmio Earthshot serão integrados em um programa de um ano, com direito a mentoria, apoio jurídico pro bono e consultoria estratégica em comunicação digital. Para os colaboradores do projeto de William, ocorre também um reconhecimento internacional do projeto inscrito, conforme aponta Runa Khan.

Outro auxílio oferecido aos finalistas envolve a promoção de treinamentos voltados para “acelerar o progresso” e “maximizar o impacto das inovações”. De acordo com os organizadores, esse apoio inclui acesso à rede global do prêmio, composta por empresas, doadores, investidores e organizações ambientais comprometidas com a ação climática.
Vale destacar que o príncipe William fundou o Prêmio Earthshot, em 2020, com o objetivo de encontrar e condecorar iniciativas inovadoras para problemas ambientais urgentes. Antes de o Rio de Janeiro receber a quinta cerimônia de premiação, neste ano, o evento anual teve edições na Cidade do Cabo, na África do Sul; Singapura, em Singapura; Boston, nos Estados Unidos; e em Londres, na Inglaterra.

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