Ex-príncipe Andrew é impedido de usar fundo privado em ação judicial
O ex-príncipe Andrew, irmão de Charles, entrou com uma ação judicial contra a polícia, que o prendeu e revistou suas casas em fevereiro
06/10/2026 17:30

Os fundos privados do rei Charles, fornecidos ao ex-príncipe Andrew, não poderão ser utilizados na batalha judicial contra a Polícia do Vale do Tâmisa, que prendeu e revistou casas do irmão de Charles em fevereiro deste ano. De acordo com a revista People, foi confirmado pelo gabinete de imprensa do judiciário que uma audiência privada irá acontecer na quinta-feira (8/10) para tratar sobre a revisão da legalidade das circunstâncias da prisão, requisitada pelo próprio Andrew.
Segundo uma fonte do palácio, a ação judicial é movida por uma questão pessoal, e que está relacionada somente à Andrew e sua equipe jurídica. Além disso, a fonte afirma que o rei Charles havia pedido para que o dinheiro fornecido ao ex-príncipe não fosse utilizado para financiar a revisão judicial, uma vez que o fundo é oriundo da monarquia britânica.
Em 19 de fevereiro de 2026, no dia do aniversário de 66 anos de Andrew, o então duque de York foi detido em Marsh Farm, uma residência na propriedade de Sandringham do rei Charles, em Norfolk, na Grã-Bretanha, para onde teve de se mudar depois de ser forçado a deixar sua antiga casa, em Windsor.
A investigação continua
Na época, Andrew foi interrogado pela polícia em uma investigação de má conduta em funções públicas, no período em que o ex-príncipe trabalha como enviado comercial do governo britânico. No entanto, após o ocorrido, ele foi libertado ao final do dia, sem que houvesse qualquer acusação.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNo dia 4 de outubro, foi divulgado que os advogados de Andrew estavam em busca de uma revisão judicial para analisar se os mandados de busca eram legais, mesmo tendo sido emitidos por um juiz de alta instância em Londres.
O The Telegraph citou uma fonte da Polícia Metropolitana de Londres, a fim de questionar o motivo para a Polícia do Vale da Tâmisa não convidar Andrew para um interrogatório sob uma advertência. Responsável pela investigação, no dia 5 de outubro, um porta-voz da Polícia do Vale da Tâmisa comentou sobre o assunto.
“Enquanto nossa investigação sobre má conduta em cargo público continua, estamos envolvidos em processos judiciais relacionados a mandados previamente obtidos do Tribunal Penal Central. Como esses processos judiciais estão em andamento, seria inapropriado para nós comentar mais sobre o assunto.”

Reação do rei à prisão do irmão
Pouco tempo após a prisão de Andrew, o rei Charles emitiu um comunicado que deixou nítida a preocupação do monarca em relação à notícia da prisão do irmão mais novo e da suspeita de conduta inadequada em cargo público por parte do ex-duque de York.
“O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual esta questão será investigada da forma apropriada e pelas autoridades competentes.”
Além disso, o rei reiterou o compromisso da família real com a legalidade em meio ao processo que Andrew está enfrentando.
“Neste ponto, como já disse antes, eles têm nosso total e irrestrito apoio e cooperação. Deixe-me ser claro: a lei deve seguir seu curso. Como este processo ainda está em andamento, não seria apropriado da minha parte comentar mais sobre o assunto. Enquanto isso, minha família e eu continuaremos cumprindo nosso dever e servindo a todos vocês”, afirmou Charles.
A prisão ocorreu em meio às críticas relacionadas à ligação do ex-príncipe com o falecido Jeffrey Epstein.
Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.













