
Claudia MeirelesColunas

Casapark Prime leva convidados para conhecer acervo de Fernando Bueno
O colecionador de arte Fernando Bueno abriu a residência para receber os convidados do Casapark Prime. O anfitrião fez uma visita guiada
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O Casapark Prime promoveu mais uma ação voltada a estreitar laços entre profissionais da arquitetura, design e paisagismo com o universo das artes plásticas na manhã dessa quarta-feira (20/8). Desta vez, cerca de 30 convidados participaram de uma visita guiada à coleção particular de Fernando Bueno.
Mineiro de nascimento, Fernando abriu as portas da casa que ele mesmo ajudou a projetar e construir para abrigar seu acervo, hoje formado por mais de mil obras de arte contemporânea, popular, santeira e mobiliário de design.

Os convidados circularam pelos ambientes da residência, apreciando de perto peças assinadas por artistas como Ralph Gehre, Helô Sanvoy, Raquel Nava, Camila Soato, Lêda Catunda, Júlio Lapagesse, Pedro Ivo Verçosa, Adriana Vignoli, Alex Fleming, Severina Gonçalves e João Angelini, entre outros — muitos, inclusive, são representantes de peso da arte feita na região central do Brasil.
O espaço funciona como uma Casa Galeria, cujo objetivo principal é funcionar como um instituto de difusão artística, promovendo cursos e incentivando o acesso à arte. O colecionador também empresta obras para mostras em instituições públicas, como a Bienal das Amazônias.

Passando longe da comercialização, Fernando Bueno compartilhou com a coluna Claudia Meireles que a relação afetiva com cada obra é o que move o colecionador.
“Sou um colecionador que não tem o propósito de venda. Eu compro porque gosto, e quando você cria uma coleção, ela acaba se tornando afetiva. Cada obra aqui tem uma história”, contou.
O colecionador também faz questão de incentivar o consumo de arte. “Quando você mostra o trabalho dos artistas, você incentiva as pessoas a adquirirem também. Já aconteceu de visitantes se encantarem por um trabalho e me pedirem contato do artista. Eu passo na hora. É sobre incentivar ”, completa.
Apaixonado por arte desde criança, Fernando começou a viajar aos 18 anos para conhecer museus na Europa, experiência que repetiu durante todas as férias na década de 1980. Desde então, já visitou instituições na Ásia, Estados Unidos e claro, por todo o Brasil. Entre os favoritos do amante de arte, estão a Tate Modern, museu britânico de arte moderna em Londres, e o Museu do Louvre, em Paris.
Ele contou que sempre uniu turismo e arte em suas viagens. Em cada destino, vinha o aprendizado e o desejo de trazer um pouco com ele. Foi há cerca de 35 anos que Fernando decidiu iniciar sua coleção — tendo como pontapé obras de artistas do Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais, mas, eventualmente, acabou expandindo o acervo para representar diferentes linguagens e regiões brasileiras.

“O Brasil é muito rico em arte. O Piauí tem uma arte santeira espetacular; o Pará e o Amazonas se destacam na arte indígena; em Minas Gerais, temos o Vale do Jequitinhonha, riquíssimo em trabalho do dito popular e cerâmicas”, ressaltou o colecionador.
Ao término da visita, Fernando compartilhou alguns conselhos para quem deseja começar nesse mundo das artes. “Vá a todas as exposições possíveis, conheça ateliês, frequente feiras alternativas. Converse com os artistas e galeristas da cidade. E se você quiser iniciar com trabalhos mais baratos, comece com obras em papel como xilogravuras e fotografias.”
Veja os highlights do evento pela captação de Matheus Bacellar e edição de Ivan Lacombe:
Confira como foi a visita guiada pelo olhar da fotógrafa Wey Alves:





























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