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Claudia Meireles

Alimentos e hábitos considerados "vilões" para quem tem labirintite

Os principais sintomas da labirintite são tontura ou vertigem intensa, náuseas, vômitos, zumbido no ouvido e até perda auditiva

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Getty Images
Jovem mulher sentindo tontura com a mão na cabeça no meio da rua - Metrópoles

Embora labirintite seja um termo utilizado popularmente para descrever qualquer crise de tontura ou vertigem, seu uso está tecnicamente incorreto, já que, na verdade, o quadro consiste na inflamação do labirinto, estrutura no ouvido interno responsável pelo equilíbrio.

De acordo com a otorrinolaringologista Roberta Pilla, a maioria dos casos de tontura recorrente ou crise vertiginosa está relacionada a condições do labirinto, como a VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna) ou doenças do labirinto, como a Doença de Ménière.

Segundo a médica, os principais sintomas da labirintite são tontura ou vertigem intensa, sensação de que tudo está girando — podendo estar associado a desequilíbrio —, náuseas, vômitos, zumbido no ouvido e, em alguns casos, perda auditiva. “Quando esses sintomas surgem, o ideal é procurar um otorrinolaringologista para investigar corretamente a causa e orientar o melhor tratamento”, afirma ela.

“A labirintite infecciosa é mais rara e ocorre por infecção, podendo afetar, também, a audição”

Roberta Pilla, otorrinolaringologista

Por outro lado, a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), por exemplo, é muito mais comum e ocorre por deslocamento de pequenos cristais dentro do ouvido interno, nos canais semicirculares, que ativam indevidamente os sensores de equilíbrio ao mover a cabeça.

Nem toda tontura ou vertigem é labirintite

“A VPPB costuma causar vertigem súbita posicional ao deitar ou levantar, mas sem perda auditiva. São doenças diferentes e com tratamentos muito distintos”, frisa.

Tratamento da labirintite

A labirintite infecciosa pode ser tratada com anti-inflamatórios ou antibióticos, e, algumas vezes, medicações inibidoras de tontura. Já no caso da VPPB, são feitas manobras de reposicionamento dos cristais por meio de exercícios com a cabeça e o corpo.

“Em todas as formas, também podemos usar medicamentos para aliviar os sintomas, além de controlar os gatilhos alimentares e hábitos que pioram a condição”, observa a profissional.

Alimentos e bebidas considerados “vilões” para quem tem doenças do labirinto

Para a médica, pessoas com doenças do labirinto devem evitar alimentos que estimulam em excesso o sistema nervoso ou causam flutuações de líquidos no ouvido interno, como:

  • Cafeína (café, chá preto e refrigerantes à base de cola);
  • Álcool;
  • Alimentos muito salgados (como embutidos e industrializados);
  • Açúcar em excesso e alimentos ultraprocessados.
Jarra servindo café em xícara de vidro - Metrópoles
Pessoas com doenças do labirinto devem evitar certos tipos de alimentos

De acordo com a especialista, esses ingredientes podem desestabilizar o funcionamento do labirinto, por alterações metabólicas, piorando a tontura e o desequilíbrio.

Hábitos considerados “vilões” para quem tem doenças do labirinto

Roberta acrescenta que alguns hábitos também podem favorecer crises, a exemplo de:

  • Dormir mal ou em horários irregulares;
  • Estresse e ansiedade não controlados;
  • Longos períodos em jejum;
  • Crises de enxaqueca;
  • Vida sedentária.

Alimentos, bebidas e hábitos recomendados

Conforme elucida a médica, uma alimentação equilibrada e saudável — com ingestão de água, frutas, vegetais e insumos ricos em vitaminas — é aliada de quem sofre com doenças do labirinto.

“Evitar picos de glicose e manter uma rotina com atividade física leve, sono regular e boa hidratação são hábitos que estabilizam o sistema vestibular e reduzem as crises”, continua.

Por fim, a profissional também indica técnicas de relaxamento, como meditação ou mindfulness, para alguns tipos de vertigem.

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