Temendo “queimar a largada”, Planalto vai manter Berger no cargo
Governo vê diferenças entre os casos de Berger e Marcola e aguarda documentos que sustentem eventual afastamento

O Palácio do Planalto não quer se antecipar e afastar Swedenberger Barbosa, o Berger, do cargo enquanto houver apenas especulações sobre seu eventual envolvimento com o esquema da lobista Roberta Luchsinger. A saída do assessor pessoal do presidente Lula hoje só ocorreria de forma espontânea.
A coluna revelou que Berger teria atuado para liberar recursos do Ministério da Saúde a pedido de Roberta. Ele era vice-ministro da pasta na época, e o dinheiro foi enviado para o governo de Carlos Brandão, no Maranhão.
A CNN também revelou que um informante da PF afirmou, em depoimento, que Berger e Marcola eram os canais de Lulinha, de Luchsinger e do empresário Antonio Camilo, o Careca do INSS, no Ministério da Saúde.
A avaliação entre interlocutores da Presidência é de que a situação é diferente do caso Marcola, uma vez que há apenas relatos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEx-chefe de gabinete de Lula, Marcola (Marco Aurélio Santana Ribeiro) admitiu ter recebido R$ 249 mil de Roberta Luchsinger, que atuava na quadrilha do Careca do INSS.
Como revelou a coluna, ele enviava códigos de barra de contas pessoais para a lobista pagar, o que dificulta rastrear a operação. A PF só descobriu porque capturou o celular de Roberta em busca e apreensão. A lobista está monitorada por tornozeleira eletrônica, enquanto Careca do INSS segue em regime fechado.
A PF investiga se o dinheiro dado a Marcola foi pagamento por tráfico de influência. Ele afirma que é um empréstimo. A versão não convenceu nem mesmo o presidente Lula, que o afastou da sua campanha.





