
Andreza MataisColunas

Quem são os dois políticos por quem Lula pegou ranço
Presidente admite incômodo com dois aliados que considera “golpistas”
atualizado
Compartilhar notícia

A reação do presidente Lula quando ouve os nomes do presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), é a mesma.
Segundo interlocutores, Lula diz que “não gosta de golpistas”, em referência a Rueda ter atuado para derrubar seu padrinho político, o deputado Luciano Bivar (PE), da presidência do União Brasil.
A postura de Rueda, no diagnóstico do presidente, demonstra que ele é alguém perigoso e inconfiável, dizem seus interlocutores. Foi Bivar quem formou Rueda e o trouxe para a política. Descobriu, com o tempo, que seu pupilo havia tomado, pelas suas costas, o controle da legenda.
Rueda costuma responder na mesma moeda. Faz críticas contundente ao governo Lula e trabalha por uma candidatura de oposição ao petista. No Paraná, o União Brasil lançou ao governo o senador Sergio Moro (União), o juiz que prendeu Lula na Lava Jato.
O sentimento em relação a Cláudio Castro é de rejeição. O presidente ficou chateado com o comportamento do governador em decorrência da operação policial nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro.
Castro disse que não teve apoio do governo Lula para a ação. Na ocasião, afirmou que o Rio está “sozinho” e que pedidos de ajuda para enfrentar facções criminosas foram negados pela gestão petista.
O episódio trouxe desgastes para a imagem do governo e para a candidatura de Lula à sucessão presidencial, o petista tentará seu quarto mandato, e e ajudou a projetar o governador Tarcísio de Freitas (Repubicanos), adversário que os petistas consideram o mais difícil de enfrentar.








