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Andreza Matais

Quem são os dois políticos por quem Lula pegou ranço

Presidente admite incômodo com dois aliados que considera “golpistas”

09/12/2025 09:00
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Quem são os dois políticos por quem Lula pegou ranço

A reação do presidente Lula quando ouve os nomes do presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), é a mesma.

Segundo interlocutores, Lula diz que “não gosta de golpistas”, em referência a Rueda ter atuado para derrubar seu padrinho político, o deputado Luciano Bivar (PE), da presidência do União Brasil.

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Claudio Castro encontra Antônio Rueda, presidente do União Brasil, em Brasília
O presidente Lula (PT) com o governador do Rio, Claudio Castro (PL)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do Rio, Claudio Castro
Antonio Rueda, presidente do União Brasil
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Antonio Rueda, presidente do União Brasil

Breno Esaki/Metrópoles (@BrenoEsakiFoto)
Claudio Castro encontra Antônio Rueda, presidente do União Brasil, em Brasília
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Claudio Castro encontra Antônio Rueda, presidente do União Brasil, em Brasília

Reprodução/ Redes sociais
O presidente Lula (PT) com o governador do Rio, Claudio Castro (PL)
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O presidente Lula (PT) com o governador do Rio, Claudio Castro (PL)

GovRJ
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do Rio, Claudio Castro
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do Rio, Claudio Castro

Acervo Pessoal

A postura de Rueda, no diagnóstico do presidente, demonstra que ele é alguém perigoso e inconfiável, dizem seus interlocutores. Foi Bivar quem formou Rueda e o trouxe para a política. Descobriu, com o tempo, que seu pupilo havia tomado, pelas suas costas, o controle da legenda.

Rueda costuma responder na mesma moeda. Faz críticas contundente ao governo Lula e trabalha por uma candidatura de oposição ao petista. No Paraná, o União Brasil lançou ao governo o senador Sergio Moro (União), o juiz que prendeu Lula na Lava Jato.

O sentimento em relação a Cláudio Castro é de rejeição. O presidente ficou chateado com o comportamento do governador em decorrência da operação policial nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro.

Castro disse que não teve apoio do governo Lula para a ação. Na ocasião, afirmou que o Rio está “sozinho” e que pedidos de ajuda para enfrentar facções criminosas foram negados pela gestão petista.

O episódio trouxe desgastes para a imagem do governo e para a candidatura de Lula à sucessão presidencial, o petista tentará seu quarto mandato, e e ajudou a projetar o governador Tarcísio de Freitas (Repubicanos), adversário que os petistas consideram o mais difícil de enfrentar.