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Andreza Matais

PL de Bolsonaro demite acusada de fazer macumba com terra de cemitério no partido

Funcionária diz ter sido acusada por colegas de ser "macumbeira" e de fazer despacho com terra de cemitério na sede do PL de Bolsonaro

01/12/2025 19:04, atualizado 01/12/2025 19:57
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Reprodução/Redes Sociais
PL de Bolsonaro demite acusada de fazer macumba com terra de cemitério no partido

Uma funcionária do PL do Piauí alega que foi demitida do partido de Jair Bolsonaro por intolerância religiosa.

A Federação Umbandista do Brasil (Feubra) emitiu nota na qual “repudia com firmeza” os atos praticados contra Denise Xavier, secretária adjunta da sigla no estado.

A entidade afirma que, “em mensagens de WhatsApp, Denise foi chamada de ‘macumbeira’ de forma ofensiva e acusada, sem qualquer prova, de ter levado um despacho para a sede do partido. Também disseram que instalariam câmeras para verificar se ela estaria levando ‘terra de cemitério’ ao local — acusações preconceituosas e carregadas de estigmas contra religiões de matriz africana”.

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Funcionária do PL-PI ao lado de Jair Bolsonaro. Ela alega que foi demitida por intolerância religiosa
O grupo fez reivindicações às autoridades locais
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Funcionária do PL-PI ao lado de Jair Bolsonaro. Ela alega que foi demitida por intolerância religiosa
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Funcionária do PL-PI ao lado de Jair Bolsonaro. Ela alega que foi demitida por intolerância religiosa

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O grupo fez reivindicações às autoridades locais
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O grupo fez reivindicações às autoridades locais

Adi Spezia/Terreiro Sol do Oriente

A coluna teve acesso aos áudios com as mensagens.

A Feubra destaca que a “Umbanda é religião, merece respeito e proteção” e que essas condutas violam a Constituição e configuram intolerância religiosa.

“Exigimos que o PL-Piauí identifique e responsabilize os envolvidos. Reiteramos nossa solidariedade a Denise Xavier e nosso compromisso em defender a liberdade de fé e a dignidade dos umbandistas em todo o Brasil”, diz a nota.

O episódio ocorre em um partido cuja base é majoritariamente composta por evangélicos, entre eles a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A coluna não conseguiu contato com o PL no Piauí.